O Ibovespa cai mais de 1% nesta segunda-feira, 11, pautado mais uma vez pelo cenário geopolítico internacional. Na noite do último domingo, 10, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio são “totalmente inaceitáveis”, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.

A resposta do republicano veio após a República Islâmica do Irã enviar, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra”, segundo a agência oficial de notícias Irna. Como consequência do não-acordo, o preço do barril de petróleo brent voltou a subir e a ser negociado por volta dos 104 dólares, alimentando pressões inflacionárias globais.

“Para o Brasil, isso significa inflação mais resistente e, consequentemente, juros elevados por mais tempo. Esse é justamente o grande freio da nossa bolsa”, explica Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain. “Enquanto a taxa de juros permanecer em patamares tão altos, a atratividade do mercado acionário segue comprometida.”

No cenário doméstico, o destaque foi a divulgação do Boletim Focus semanal, em que os economistas consultados pelo Banco Central subiram as expectativas de inflação de 4,89% para 4,91%, acima do teto da meta de 4,5%. As projeções para a taxa básica de juros, a Selic, não mudaram: ela deve encerrar em 13% ao ano.

O grande foco agora está nos dados de inflação que serão divulgados amanhã, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Esses números devem funcionar como um termômetro importante para medir até que ponto as tensões geopolíticas já estão contaminando as economias reais”, afirma Santana.

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Por fim, o real continua em trajetória de valorização no ano, apesar da volatilidade do dólar observada na sessão de hoje. A moeda brasileira continua se fortalecendo frente ao dólar e já acumula apreciação superior a 10% no ano. “O movimento é sustentado por fundamentos sólidos, como o fluxo estrangeiro favorecido pelo diferencial de juros doméstico e o desempenho consistente das exportações de commodities, especialmente petróleo”, diz Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:



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