
Quando a repórter Devi Jags, do New York Post, recebeu um convite para o Snctm — o clube de sexo mais exclusivo do mundo, escondido nas colinas de Hollywood —, ela sabia que estava diante de uma oportunidade e tanto. O local é uma mansão minimalista onde a elite sexualmente curiosa desembolsa de US$ 15 mil a US$ 125 mil por ano (cerca de R$80 mil a R$640 mil) para viver fantasias com discrição absoluta.
Acompanhada do parceiro, ambos vestidos a rigor e morrendo de medo, ela entregou o celular na porta, foi envolvida pelo cheiro de incenso e, em minutos, se viu diante de um casal fazendo sexo em duas camas king-size, rodeados por brinquedos eróticos e voyeurs tão nervosos quanto ela.
A performance explícita, no entanto, acabou sendo o gelo quebrador perfeito. O que parecia intimidador se transformou em algo estranhamente libertador. Em vez de apenas observar, a repórter e seu parceiro se sentiram parte de um ambiente onde o tesão era tratado com naturalidade e respeito: ninguém tocava em ninguém sem um olhar ou palavra de consentimento.
Com o passar das horas, o casal se permitiu explorar desejos que estavam adormecidos há quase sete anos de relacionamento. Conversaram sobre coisas que nunca haviam dito, se redescobriram em cantos da casa, no jardim, à beira da piscina. “O que a princípio parecia assustador agora era empolgante. A normalização da intimidade em toda a casa foi fortalecedora”, resumiu Devi.