O desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, segue investido na missão de dar um “choque de ética” na administração pública. A solução mais recente adotada pela gestão foi submeter todas as nomeações para cargos comissionados ao crivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para “fins de controle de integridade”. 

A resolução da Secretaria da Casa Civil foi publicada nesta terça-feira, 5, no Diário Oficial do Estado e começou a valer imediatamente. Segundo o texto, o objetivo da mudança é assegurar a moralidade administrativa. O governo também informou que a iniciativa busca “reforçar e ampliar o compliance” do estado.

A partir de agora, todo processo administrativo de nomeação de agentes públicos para cargos em comissão e funções gratificadas, nos órgãos e entidades da administração pública estadual, deverá ser previamente encaminhado pelas secretarias ao GSI, que fará uma avaliação das indicações. Se houver o sinal verde, o Gabinete de Segurança Institucional encaminhará as indicações à Casa Civil para a formalização e publicação.

Desde que assumiu interinamente o governo, no final de março, Ricardo Couto exonerou mais de 1.400 servidores. Também trocou o alto escalão do Palácio Guanabara e determinou um pente-fino em todos os contratos em curso no estado.

A conduta do desembargador desagrada o grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL). Aliados do ex-governador consideram que as mudanças transmitem a ideia de que a gestão anterior tinha problemas éticos e nas finanças. Também vêm reclamando nos bastidores da política que as reformas de Ricardo Couto não terão impacto significativo nos cofres estaduais.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *