O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em entrevista ao Metrópoles que não existe uma “briga de ego” com o governo Lula por protagonismo na discussão do fim da escala 6×1.

Motta despachou a PEC que trata do tema para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de fevereiro depois que o governo sinalizou que enviaria um projeto de lei sobre a redução da jornada de trabalho.

O presidente da Câmara, Hugo Motta
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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

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O movimento abriu uma discussão sobre o protagonismo da Câmara e do governo sobre o assunto. O fim da escala 6×1 é uma  da prioridades do Palácio do Planalto para 2026 de olho na campanha de reeleição de Lula.

“Não é uma briga por protagonismo, uma briga de ego, mas sim o canal legislativo correto para discutir uma matéria que tem a importância que tem, medir os impactos, fazer a discussão correta e dando vez e voz a todos os impactos por essa decisão que o Congresso pode vir a tomar e a partir daí termos condições de avançar positivamente em uma pauta que atende a larga maioria da população brasileira, afirmou Motta ao Metrópoles. 

Como adiantou à coluna, o relator da proposta é o deputado de oposição ao governo, Paulo Azi (União-BA). O parlamentar foi presidente da CCJ em 2025 e já tinha sinalizado vontade de avançar no tema.

Motta argumentou que tratar o tema por PEC permite que uma discussão mais ampla na CCJ, comissão especial e plenário. Se o governo enviasse um projeto de lei com urgência constitucional, a proposta seria debatida somente no plenário.

“É um pouco mais do que briga por protagonismo. Um assunto sério como esse não pode ser batido sob apenas uma ótica ou só um lado. A discussão, na minha avaliação, por PEC traz a capacidade de podermos ter mais equilíbrio do ponto de vista da tramitação legislativa”, disse Motta ao Metrópoles. 

 



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