O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez na noite desta terça-feira, 24, o discurso do “Estado da União”, sua fala anual perante o Congresso americano. O discurso acontece em meio à queda da popularidade do governo, a derrota imposta pela Suprema Corte sobre o tarifaço e a proximidade das eleições de meio de mandato, que podem garantir a maioria da Câmara aos democratas.

Trump começou afirmando que, no ano passado, ao fazer o mesmo discurso, cerca de um mês depois de tomar posse para seu segundo mandato, encontrou um “país em crise” e que no último ano foi registrada uma “transformação que ninguém tinha visto antes”.

O presidente exaltou feitos na economia, afirmando que a inflação está desabando, empregos foram criados e a produção de petróleo e gás no país americano aumentou. O republicano citou a Venezuela, chamando o país de “nosso novo amigo e parceiro”, e dizendo que os EUA obtiveram 80 milhões de barris de petróleo do país após a deposição de Nicolás Maduro, que está preso em Nova York.

Trump apresentou a seleção americana de hóquei, que levou o ouro nos Jogos de Inverno de Milano Cortina, na Itália. Ovacionado, o time entrou no Congresso com suas medalhas de ouro. “Aqui conosco esta noite está um grupo de vencedores que acaba de deixar toda a nação orgulhosa”, disse Trump.

Seleção americana de hóquei durante o discurso de Donald Trump no Congresso
Seleção americana de hóquei durante o discurso de Donald Trump no Congresso (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP)
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Tarifaço

Como esperado, Trump falou sobre a decisão da Suprema Corte que considerou ilegal o tarifaço. O presidente classificou a decisão como “lamentável” e “decepcionante”, já que, segundo ele, as taxações estavam “funcionando bem” contra países que estavam “prejudicando” os Estados Unidos.

O presidente, no entanto, afirmou que a medida alternativa que seu governo criou, a tarifa global de 15%, é mais “complexa”. “Na verdade provavelmente são melhores, levando a uma solução que será ainda mais forte do que antes”, disse.

Trump afirmou que a medida não precisará passar pelo Congresso, o que não é verdade. A nova taxa entrou em vigor nesta terça-feira e tem duração de 150 dias. Para continuar de pé, precisa, necessariamente, de aprovação dos parlamentares.

“Mas a boa notícia é que quase todos os países e corporações querem manter o acordo que já fizeram, sabendo que o poder legal que eu, como presidente, tenho para firmar um novo acordo pode ser muito pior para eles”, disse ele.



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