
O presidente da França, Emmanuel Macron, aceitou nesta terça-feira, 24, a renúncia de Laurence des Cars ao comando do Museu do Louvre. Em nota, o Palácio do Eliseu afirmou que a decisão foi acolhida como um “ato de responsabilidade” diante da necessidade de dar novo fôlego à instituição, especialmente após o emblemático roubo de joias ocorrido em outubro.
A saída da presidente da instituição ocorre em meio a uma sequência de crises que colocaram o maior museu do mundo no centro de controvérsias. Além do furto de peças avaliadas em mais de 100 milhões de dólares, vieram à tona denúncias de fraude na venda de ingressos envolvendo funcionários e guias turísticos, paralisações de trabalhadores e problemas estruturais no edifício.
Neste mês, um vazamento provocado pelo rompimento de um cano atingiu uma das alas mais visitadas do museu, onde estão expostas pinturas italianas dos séculos XV e XVI. A sala que abriga a “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci, não sofreu danos, mas o episódio reforçou a percepção de desgaste da infraestrutura.
O vazamento foi o segundo registrado no Louvre em menos de três meses. A instituição também teve que fechar, em novembro, uma galeria com nove salas contendo cerâmica da Grécia Antiga devido à deterioração do edifício e preocupações estruturais.
Com cerca de 9 milhões de visitantes em 2025, o Louvre chegou a fechar temporariamente uma galeria devido à deterioração do prédio. Sob pressão interna e com repercussão internacional, o governo francês sinaliza agora a abertura de uma nova fase para a instituição. O nome do sucessor ainda não foi anunciado.