Ex-líder de Jair Bolsonaro na Câmara e atualmente vice-presidente do Congresso, o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) começou a trabalhar nos bastidores da Casa para assumir uma vaga de ministro do TCU.

A aposentadoria de Aroldo Cedraz, neste mês, e a cada vez mais provável saída de Augusto Nardes do tribunal para disputar as eleições criaram as condições para a articulação de Côrtes.

A vaga de Cedraz tem como favorito o deputado petista Odair Cunha, embora nomes do Centrão ainda sonhem com a indicação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Já a vaga de Nardes, que pretende se eleger deputado federal no Rio Grande do Sul no campo bolsonarista, poderia ficar com Altineu.

A idade limite de 75 anos para a aposentadoria compulsória, entretanto, só seria alcançada no ano que vem. Como Nardes foi indicado pela Câmara, Altineu já relatou a aliados que pode se colocar. Em mais de uma conversa, ele externou esta vontade a Motta.

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Caso se confirme a antecipação da aposentadoria, a investida de Altineu poderia ter efeitos diretos sobre o tabuleiro eleitoral do Rio de Janeiro. Um dos nomes mais próximos de Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado ainda flerta com a possibilidade de se candidatar ao Senado, nas eleições deste ano. Se a vaga no TCU for deixada aberta, a ocupação do espaço suspenderia os planos de se lançar nas urnas.

Aliados do Motta afirmam que ele enxerga com bons olhos o nome de Altineu para o TCU, já que o espaço dado a um bolsonarista poderia entrar no bojo de negociações para que a bancada do PL o apoie na eleição do ano que vem à presidência da Câmara, quando deve tentar se manter no posto.



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