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A Coreia do Norte lançou pelo menos dois mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão nesta terça-feira, 27, informaram Tóquio e Seul, um dia após um funcionário do governo americano ter elogiado a Coreia do Sul como um “aliado modelo”.

Pyongyang aumentou de forma considerável os testes de mísseis nos últimos anos. Seus objetivos, segundo analistas, são melhorar a precisão de suas capacidades de ataque, desafiar Washington e Seul, além de testar armas antes de exportá-las para sua principal aliada, a Rússia.

A Guarda Costeira do Japão, citando o Ministério da Defesa, afirmou que detectou dois mísseis balísticos lançados em direção ao Mar do Japão. A agência de notícias japonesa Jiji Press informou que os dois projéteis caíram fora da zona econômica exclusiva do país, segundo fontes do setor de defesa.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul também confirmou ter detectado vários mísseis balísticos lançados pela vizinha do norte em direção ao que Seul chama de Mar do Leste.

Tensões em alta

Este é o segundo teste de armamento norte-coreano deste mês, após uma salva de mísseis lançada na primeira semana de 2026 — antes da visita do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, à China para uma reunião de cúpula. Na ocasião, uma delegação de mais de 200 líderes empresariais, incluindo representantes da Samsung, SK Group e Hyundai, acompanhou a viagem para discutir cadeias de suprimentos de minerais essenciais, tecnologia e comércio.

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O teste desta terça veio um dia após uma visita de alto nível a Seul do número três do Pentágono, Elbridge Colby, que elogiou a Coreia do Sul como um “aliado modelo”, e na qual os países concordaram em aprofundar a cooperação no programa de submarinos de propulsão nuclear sul-coreano.

Desde a Guerra da Coreia (1950-1953), Washington mantém 28.500 soldados na Coreia do Sul como medida de dissuasão contra os norte-coreanos, que possuem armas nucleares. Pyongyang, por sua vez, denuncia com frequência os exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul como ensaios para uma invasão.

No mês passado, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, criticou duramente a iniciativa de Seul de desenvolver seus próprios submarinos nucleares com os Estados Unidos, que chamou de “ameaça” que “deve ser contra-atacada”.



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