Companhias aéreas dos Estados Unidos começaram a retomar, na madrugada de domingo, voos para Porto Rico e outros destinos do Caribe após as autoridades americanas suspenderem restrições temporárias de espaço aéreo impostas depois dos ataques dos EUA à Venezuela.

As limitações, que haviam provocado centenas de cancelamentos em pleno pico de viagens do Ano Novo, expirariam à meia-noite no horário da Costa Leste, segundo informou o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, em publicação na rede X. A liberação permitiu que as empresas retomassem a maior parte das operações regulares.

“As companhias já foram informadas e devem atualizar rapidamente seus horários”, escreveu Duffy.

A interrupção afetou milhares de passageiros depois que a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) determinou no sábado que aeronaves comerciais evitassem áreas da região do Caribe, em reação direta à ofensiva militar americana contra a Venezuela. A medida levou a cancelamentos em cadeia e deixou viajantes retidos em aeroportos como o de San Juan, em Porto Rico.

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No mesmo dia, o presidente Donald Trump afirmou que os ataques resultaram na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua mulher.

A United Airlines informou que retomou inicialmente os voos para San Juan e planeja operações adicionais ao longo do domingo para atender passageiros afetados.

A Delta Air Lines disse que restabeleceu o serviço no Caribe e trabalha para realocar clientes à medida que os horários são normalizados. A Frontier Airlines também confirmou a retomada das operações.

Outras companhias impactadas pelas restrições temporárias incluíram American Airlines, Southwest Airlines e JetBlue Airways.

As empresas anunciaram a isenção de taxas de remarcação e diferenças tarifárias para passageiros prejudicados, com flexibilização válida em mais de uma dezena de aeroportos da região.

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O episódio evidenciou a rapidez com que ações militares podem transbordar para a aviação civil, afetando rotas e passageiros muito além das zonas imediatas de conflito.

Embora grandes companhias americanas não voem diretamente para a Venezuela há anos, a American Airlines, por exemplo, suspendeu suas operações no país em 2019, em meio à instabilidade política, os efeitos indiretos foram sentidos em boa parte do Caribe.

Casos semelhantes já haviam sido registrados em outros conflitos recentes, evidenciando a vulnerabilidade do tráfego aéreo global a decisões militares e diplomáticas tomadas em curto espaço de tempo.



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