O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta sexta-feira, 8, a “grande vitória” para os republicanos após a Suprema Corte da Virginia revogar um plano de redistribuição de distritos eleitorais que concederia quatro assentos a mais para os democratas na Câmara dos Representantes dos EUA. A mudança, que foi aprovada pelos eleitores locais, permitiria que os democratas arrematassem 10 das 11 cadeiras do estado no legislativo.

“Grande vitória para o Partido Republicano e para os Estados Unidos na Virgínia. A Suprema Corte da Virgínia acaba de derrubar a terrível manipulação eleitoral dos democratas. FAÇA A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu Trump na Truth Social, rede social da qual é dono, com as características letras maiúsculas.

O Supremo da Virginia apontou que o referendo violou exigências da Constituição do estado, que determina que a Assembleia Geral deve votar duas vezes antes de enviar uma proposta de emenda constitucional para os eleitores. Uma eleição geral deve ocorrer entre as votações.

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A deliberação do tribunal

O Comitê Nacional Republicano e membros do partido já haviam entrado com várias ações judiciais antes mesmo do referendo ser realizado, alegando que a primeira rodada para aprová-lo não era válida porque uma a votação antecipada para a eleição geral já estava em andamento. No entanto, a Suprema Corte estadual permitiu que o plebiscito seguisse adiante. Agora, decidiu que o processo foi irregular.

“A Commonwealth submeteu uma proposta de emenda constitucional aos eleitores da Virgínia de uma maneira sem precedentes, violando a exigência de eleição intermediária”, afirmou o juiz D. Arthur Kelsey na opinião da maioria, em referência à disposição da lei estadual que determina como os referendos podem ser submetidos. “Essa violação compromete irremediavelmente a integridade da votação do referendo resultante e a torna nula e sem efeito.”

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Três juízes do tribunal discordaram da deliberação. Os democratas podem recorrer, o que significa que o caso pode parar na Suprema Corte dos EUA, de maioria conservadora. No momento, o partido está oito cadeiras atrás dos republicanos no embate sobre o redesenho do mapa eleitoral — uma batalha já travada, também com contestações e trocas de farpas, em outros estados.

 



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