
O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (15) em terreno positivo, rondando os 162 000 pontos, em sintonia com o clima mais construtivo dos mercados internacionais. O movimento foi sustentado pela expectativa em torno de importantes indicadores econômicos nos Estados Unidos, como os dados de inflação e o relatório de emprego (payroll), que devem ajudar a ajustar as apostas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).
No ambiente doméstico, os investidores acompanharam a divulgação do IBC-Br de outubro, além do Boletim Focus e do IGP-10, dados que antecedem a publicação da ata da última reunião do Copom, prevista para amanhã. O Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou nova revisão para baixo nas projeções de inflação de 2025: a mediana para o IPCA recuou de 4,40% para 4,36%. As estimativas para o câmbio permaneceram em 5,40 reais, enquanto a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 2,25%.
Entre as ações de maior peso no índice, os bancos tiveram desempenho positivo e deram suporte ao avanço do Ibovespa. O Santander (SANB11) liderou os ganhos, com alta de 2,03%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 1,56%. O Bradesco (BBDC4) subiu 1,18%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve valorização mais moderada, de 0,88%. No varejo de moda, o tom também foi favorável: a Lojas Renner (LREN3) fechou em alta de 1,97%, e a Magazine Luiza (MGLU3) avançou 0,10%.
Cenário internacional
No exterior, o mercado acompanha as decisões de política monetária previstas para esta semana. A expectativa é de que o Banco do Japão eleve a taxa de juros em 25 pontos-base, para 0,75%, enquanto o Banco da Inglaterra pode promover um corte da mesma magnitude, levando os juros para 3,75%. Já o Banco Central Europeu deve manter suas taxas inalteradas. Em Wall Street, os futuros operam em alta: o Dow Jones Futuro sobe 0,50%, o S&P 500 Futuro avança 0,54% e o Nasdaq Futuro registra ganho de 0,59%.
Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar fechou praticamente estável frente ao real, cotado a 5,42 reais, refletindo um balanço entre forças internas e externas ao longo do dia. “No mercado doméstico, o carry trade segue atrativo para o real, sustentado pela Selic em 15%. Por outro lado, o desempenho fraco das commodities, com mais um dia de queda do petróleo após a correção de 4% observada na semana passada, limitou uma valorização mais forte da moeda brasileira e manteve o câmbio próximo da estabilidade”, avalia.