O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), se manifestou nesta sexta-feira (12/12), após o governo dos Estados Unidos revogar as sanções impostas pela Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, à esposa dele, Viviane Barci de Moraes, e à empresa da família. Nas redes sociais, Jordy afirmou estar decepcionado com Donald Trump.

“A lei Magnitsky foi banalizada por Trump. Não existe ‘ex-violador de direitos humanos’. Infelizmente colocamos esperanças em alguém que só queria negociar. Uma grande decepção com o presidente americano e uma enorme lição para nós: não terceirizemos nossa responsabilidade”, escreveu o parlamentar.

O que mudou com a decisão dos EUA

Mais cedo, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) confirmou a exclusão de Moraes, de Viviane e da empresa Lex – Instituto de Estudos Jurídicos da lista SDN (Specially Designated Nationals). O comunicado não explicou os motivos da retirada.

Com isso, eventuais bens, contas e transações nos EUA deixam de sofrer restrições.

Moraes havia sido incluído na lista em julho e Viviane, em setembro. À época, o governo Trump acusou o ministro do STF de promover “detenções arbitrárias”, “processos politizados” e atos de “censura”, principalmente no processo que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

A Magnitsky é usada pelos Estados Unidos para sancionar estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. As punições incluem congelamento de bens, suspensão de vistos e proibição de transações com empresas americanas.

Magnitsky: deputado bolsonarista admite “grande decepção com Trump” - destaque galeria

Deputado Carlos Jordy
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Trump com curativo na mão
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Trump com curativo na mão

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O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
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O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,

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Bastidores de tensão bilateral

As sanções foram aplicadas em meio ao agravamento das tensões entre o governo brasileiro e Washington. À época, o então secretário do Tesouro, Scott Bessent, acusou Moraes de conduzir uma “campanha opressiva”.

Em julho, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou a revogação de vistos para ministros do STF e familiares, manobra incentivada por parlamentares bolsonaristas, como Eduardo Bolsonaro, que atuavam nos EUA para ampliar a pressão sobre o Judiciário brasileiro.

A Casa Branca chegou a considerar novas medidas retaliatórias, incluindo tarifaços sobre produtos brasileiros e ampliação da Magnitsky contra autoridades do país, após Moraes determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro no processo sobre a tentativa de golpe.

A retirada das sanções foi precedida por uma articulação diplomática direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. Na semana passada, Trump afirmou publicamente ter discutido o tema com Lula e sinalizado que revisaria as punições.





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