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O petroleiro M.V. Barakah, operado por uma subsidiária da companhia estatal de petróleo dos Emirados Árabes Unidos, sofreu um pequeno vazamento de combustível após ter sido atingido por drones iranianos no Estreito de Ormuz, informou a empresa nesta quarta-feira, 13.

O incidente ocorreu em meio ao fechamento da estratégica rota marítima pelo Irã, cenário que já deixou centenas de embarcações retidas no Golfo Pérsico e ampliou os riscos ambientais na região.

A ADNOC Logistics & Services, braço logístico da estatal Abu Dhabi National Oil Company, afirmou que o navio permanece ancorado na costa de Omã desde o ataque, ocorrido em 4 de maio. Segundo um porta-voz da empresa, duas aeronaves não tripuladas iranianas atingiram a embarcação, provocando o vazamento de uma “pequena quantidade” de combustível bunker — óleo utilizado para abastecer navios.

A companhia não informou o volume exato derramado no mar, mas disse estar trabalhando “em estreita coordenação com as autoridades competentes e equipes especializadas de resposta”. Nenhum tripulante ficou ferido e o navio não transportava carga no momento do ataque.

Imagens de satélite

Imagens aéreas obtidas pelos satélites Sentinel, do programa europeu Copernicus, nos dias 7 e 9 de maio, mostraram uma trilha branca saindo da embarcação próximo à península de Musandam, em Omã. O navio foi identificado como o M.V. Barakah pela plataforma TankerTrackers.com.

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Para Louis Goddard, cofundador da consultoria Data Desk, especializada em clima e commodities, o rastro é compatível com vazamento de óleo. “A trilha branca é definitivamente consistente com petróleo e claramente está saindo do petroleiro”, afirmou ele à agência Reuters.

A cientista Elizabeth Atwood, especialista em observação da Terra do Plymouth Marine Laboratory, disse que manchas do vazamento já não eram visíveis nas imagens mais recentes.

O episódio ocorre em meio ao agravamento da tensão militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, e ao aumento da instabilidade no Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Na semana passada, imagens de satélite também mostraram uma possível mancha de óleo cobrindo dezenas de quilômetros quadrados próximos à ilha de Kharg, principal terminal petrolífero iraniano. O principal órgão ambiental do Irã afirmou na terça-feira, 12, que a ocorrência provavelmente foi causada pelo despejo irregular de água residual por um navio, e não por danos em instalações petrolíferas.



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