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Após seis dias na prisão, a jogadora de futebol Rand Halawani foi libertada pelo governo de Israel neste domingo, 7. Informações divulgadas pela agência de notícias AFP apontam que a atleta da seleção palestina feminina foi presa pelas autoridades israelenses por atirar objetos de uma sacada contra manifestantes que participavam de uma marcha em Jerusalém.
“Rand Halawani respira liberdade”, escreveu a Associação Palestina de Futebol em um comunicado publicado nas redes sociais no domingo. De acordo com a mãe da jogadora, Wissam, Halawani foi solta por volta das 20h30 no horário local (14h30 no horário de Brasília), sendo colocada em prisão domiciliar por cinco dias.
A jogadora havia sido presa na última terça-feira, 2, após ter sido intimada a comparecer à delegacia de polícia de Talpiot, em Jerusalém Ocidental. Questionada pela AFP a respeito da motivação para a detenção, a polícia israelense afirmou que Halawani estava envolvida em um ataque promovido contra manifestantes dias antes.
“Um homem e uma mulher, de 18 e 20 anos, residentes de Jerusalém Oriental, foram detidos sob suspeita de serem as pessoas filmadas atirando objetos contra manifestantes”, disse a corporação. Não há confirmação, no entanto, de que ela seria uma das pessoas envolvidas.
Detenções
Essa não foi a única detenção recente envolvendo jovens palestinas. Pelo menos outras quatro mulheres foram presas pelas autoridades israelenses na semana passada, incluindo a ex-jogadora da Seleção Palestina, Natalie Abu Diya. Estudante da Universidade de Bizreit, na Cisjordânia, Abu Diya foi presa na terça, quando forças israelenses conduziram uma operação em sua casa, na cidade de Ramallah.
“Natalie nos disse que tinha 13 tarefas para completar e que ficaria acordada até tarde para terminá-las. Às 3h30 da manhã, suas colegas de quarto ligaram para nos dizer que o exército tinha prendido-a”, conta o pai da jovem, Samer, ao portal Middle East Eye. “Não estou preocupado com a capacidade dela de suportar isso, mas estou profundamente entristecido com a injustiça que ela está enfrentando”, completou.
De acordo com o Clube dos Presos Palestinos, a principal organização de direitos humanos para prisioneiros palestinos, há 95 mulheres detidas pelas autoridades israelenses até o momento, um número que “oscila diariamente devido às contínuas campanhas de prisão” conduzidas por Israel, principalmente na Cisjordânia. No total, o número de palestinos em prisões israelenses é de 9.500.