O julgamento do Caso Henry Borel, realizado no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, foi marcado por relatos que sustentaram a condenação de Jairo Souza Santos Júnior.
Os depoimentos da babá e de uma ex-enteada do réu foram fundamentais para descrever o padrão de violência ocorrido no apartamento da Barra da Tijuca e em episódios anteriores.
Depoimentos
A babá revelou que alertou Monique Medeiros sobre Henry ser trancado no quarto pelo padrasto, saindo do cômodo com dores e mancando.
Segundo a testemunha, a mãe da criança a orientou a apagar mensagens e sustentar uma versão de harmonia familiar.
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Já a ex-enteada detalhou agressões sofridas na infância, incluindo afogamentos em piscinas e pancadas na cabeça, afirmando que o réu utilizava manipulação psicológica para manter o silêncio.
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Essas oitivas, somadas aos laudos do IML que identificaram 23 lesões no corpo do menino, descartaram a tese de acidente doméstico.
Jairinho foi condenado a 43 anos e 9 meses de prisão. Monique Medeiros foi condenada por omissão, mas obteve perdão judicial quanto ao homicídio culposo.