![Um palco de premiação com um telão exibindo a foto de Omar Abdulkadir, árbitro da Somália, sorrindo e vestindo uniforme da FIFA. O texto na tela diz REFEREE OF THE YEAR [MEN] e OMAR ABDULKADIR SOMALIA. No palco, duas pessoas de terno entregam um troféu a um homem, enquanto outras duas pessoas, uma de terno e outra com vestimenta amarela, observam. Uma plateia assiste ao evento](https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Omar-Abdulkadir-Artan.jpg?quality=70&strip=info&w=660&h=486&crop=1)
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado para atuar na Copa do Mundo de 2026, foi barrado nesta segunda-feira (8) no Aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, conforme informações da AFP.
Eleito o árbitro masculino do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025, Artan estava entre os 52 profissionais anunciados para apitar a Copa do Mundo no Canadá, México e Estados Unidos.
Em dezembro, o presidente Donald Trump chamou os imigrantes da Somália de ‘lixo’. Dias depois, o país entrou em uma lista de 19 nações que tiveram o pedido de imigração suspenso.
“Omar Artan está entre os árbitros mais respeitados da África e merece o apoio de toda a comunidade do futebol. Negar-lhe a entrada e impedi-lo de arbitrar partidas agendadas prejudica não apenas a sua pessoa, mas também mina o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito do jogo limpo”, disse à AFP Ciise Aden Abshir, consultor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália e ex-capitão da seleção.
Como o país não conquistou vaga para a Copa, Artan é um dos cinco representantes da Somália no torneio. Além do árbitro, quatro jogadores com nacionalidade somali foram convocados por outras seleções: Akram Afif (Catar), Anis Ben Slimane (Dinamarca), Taha Ali (Suécia) e Mukhtar Ali (Arábia Saudita).