O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado para atuar na Copa do Mundo de 2026, foi barrado nesta segunda-feira (8) no Aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, conforme informações da AFP.

Eleito o árbitro masculino do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025, Artan estava entre os 52 profissionais anunciados para apitar a Copa do Mundo no Canadá, México e Estados Unidos. 

Em dezembro, o presidente Donald Trump chamou os imigrantes da Somália de ‘lixo’. Dias depois, o país entrou em uma lista de 19 nações que tiveram o pedido de imigração suspenso.

“Omar Artan está entre os árbitros mais respeitados da África e merece o apoio de toda a comunidade do futebol. Negar-lhe a entrada e impedi-lo de arbitrar partidas agendadas prejudica não apenas a sua pessoa, mas também mina o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito do jogo limpo”, disse à AFP Ciise Aden Abshir, consultor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália e ex-capitão da seleção.

Como o país não conquistou vaga para a Copa, Artan é um dos cinco representantes da Somália no torneio. Além do árbitro, quatro jogadores com nacionalidade somali foram convocados por outras seleções: Akram Afif (Catar), Anis Ben Slimane (Dinamarca), Taha Ali (Suécia) e Mukhtar Ali (Arábia Saudita).



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