Jordélia Pereira Barbosa, mulher acusada de envenenar uma família com ovo de Páscoa e ser responsável pelas mortes de duas crianças, vai a júri popular neste mês de junho. O caso ocorreu em abril do ano passado, em São Luís (MA), e ela permanece presa desde do dia 17 daquele mês.
Em 16 de abril, Jordélia enviou um chocolate a para Mirian Lira e seus filhos, Luiz Fernando, de 7 anos, e Evillyn, de 13, que consumiram o ovo de Páscoa naquela noite, não resistiram ao veneno e morreram.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Maranhão (MPMA), Jordélia teria sido motivada a cometer o crime pelo ciúme que sentia do ex-marido, que havia assumido um relacionamento com Mirian.
O promotor de Justiça apontou que Jordélia mantinha contato com a vítima por meio de um perfil falso em redes sociais.
Jordélia será levada a júri popular no dia 22 de junho, segundo informações do MPMA, em Imperatriz, região sudoeste do Maranhão. Ela será julgada pelos crimes de duplo homicídio consumado e por tentativa de homicídio contra Mirian por envenenamento.
Audiência
Em audiência, a defesa de Jordélia pediu a realização de exame psicológico para avaliar uma eventual inimputabilidade. Porém, o juiz indeferiu o pedido, por ausência de indícios. O magistrado ressaltou que as testemunhas de defesa negaram histórico de depressão ou tentativas de suicídio, e que o marido dela não relatou uso de medicamentos.
Nas alegações finais, o Ministério Público acusou a autora de homicídio doloso e de tentativa de homicídio, em relação à mulher que sobreviveu. A defesa pediu que o caso fosse tratado como homicídio culposo (quando não há intenção) e lesão corporal.
Entenda o caso
De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, Jordélia comprou ovos de chocolate em uma loja de Imperatriz. Imagens das câmeras de segurança do local mostram a suspeita usando óculos e uma peruca escura.
A polícia também apreendeu com ela duas perucas, notas fiscais, cartões, tesoura, faca de serra, além de remédios. A corporação afirmou que há indícios suficientes que apontam Jordélia como principal autora do crime.
A suspeita chegou a Imperatriz em uma quinta-feira e fez todo o planejamento para entregar o chocolate à família. Após a entrega do doce, ela seguiu para Santa Inês, onde foi presa em um ônibus interurbano.