A 30ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo reuniu 36,8 mil pessoas neste domingo (7/6), segundo dados do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP)/Cebrap e a ONG More in Common. O horário de pico foi às 14h37, quando 32,3 mil e 41,2 mil participantes circularam pela Paulista. A contagem é feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. O evento, realizado sob o sol durante todo o período, foi considerado um sucesso, mesmo com a queda de patrocinadores. No ano passado, a Parada levou 50 mil participantes à Avenida Paulista.

O tema deste ano foi “Parada SP 30 anos: A rua convoca, a urna confirma”, incentivando a luta, coragem e ocupação nas ruas. O evento aconteceu sem a presença das principais autoridades de São Paulo, como o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já o governo federal foi representado pela ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello.

Hilton ovacionada

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) também discursou e arrancou aplausos da multidão na Parada LGBT+. A parlamentar, que apresentou projeto que põe fim à jornada 6×1, comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados.

Em domingo de sol, Parada LGBT+ de SP leva 37 mil à Paulista, diz USP - destaque galeria

Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Kaue Agostinho/Metrópoles

Público fantasiado na 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Público fantasiado na 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Elaine Cruz/Agência Brasil

30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Kaue Agostinho/Metrópoles

Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Reprodução/Instagram ParadaSP

Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Reprodução/Instagram ParadaSP

Movimentação na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a concentração da 21° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Este ano, o   tema é o Estado Laico e o trajeto será: Avenida Paulista, Rua da Consolação até a dispersão na Praça da Republica, centro da cidade
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Movimentação na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a concentração da 21° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Este ano, o tema é o Estado Laico e o trajeto será: Avenida Paulista, Rua da Consolação até a dispersão na Praça da Republica, centro da cidade

RODRIGO PIVAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Em domingo de sol, Parada LGBT+ de SP leva 37 mil à Paulista, diz USP - imagem 14
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Bandeira vendida na Parada LGBT+ agradece à Preta Gil, falecida em 2025
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Bandeira vendida na Parada LGBT+ agradece à Preta Gil, falecida em 2025

Alessandra Ferreira/Metrópoles

Leques na Parada LGBT+ é vendida por ambulantes em São Paulo
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Leques na Parada LGBT+ é vendida por ambulantes em São Paulo

Alessandra Ferreira/Metrópoles

A PEC agora tramita no Senado e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), foi alvo de cobrança da parlamentar.

A maior vitória da classe trabalhadora brasileira veio das mãos dessa comunidade, veio das mãos de uma travesti preta, de uma bicha preta”, disse Erika Hilton. “Vamos usar a força da nossa comunidade para pressionar o Senado da República para destravar a PEC do fim da escala 6×1. Senador Davi Alcolumbre, o Brasil quer mais tempo, o Brasil quer descanso, o Brasil quer dignidade”, completou.

Sâmia citou pressão de fundamentalistas

Colega de Hilton no PSol, a deputada federal Sâmia Bomfim criticou empresas que já apoiaram a Parada LGBT+, mas deixaram de patrocinar o evento por pressão de “fundamentalistas e conservadores” (veja abaixo). Ela discursou em um trio elétrico na Avenida Paulista.

A parlamentar disse que o público deve mostrar aos patrocinadores que “LGBT também compra, também paga imposto, também circula pela cidade e merece respeito” e que a comunidade deve cobrar essas empresas.

“Aos ex-patrocinadores da Parada, que por anos lucraram com o discurso de suposto respeito, de suposta diversidade, mas que na primeira pressão e lobby dos fundamentalistas e conservadores, abandonaram a comunidade […] Se eles querem lucrar com os corpos diversos, vão ter que respeitar e garantir direitos aos corpos diversos”, afirmou.



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