Enquanto a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já explora temas ligados à segurança pública e ao crime organizado na campanha ao Palácio do Planalto, dirigentes do PT discutem nos bastidores qual será a linha de resposta do partido.
Integrantes da cúpula petista avaliam que um debate centrado em facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, tende a favorecer os adversários. Por isso, defendem que a campanha governista evite transformar esse tema no centro da disputa eleitoral.
A orientação discutida internamente é concentrar esforços em pautas consideradas mais favoráveis ao governo, como o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a defesa do Pix e o discurso da soberania nacional.
Quando o assunto for segurança pública, a orientação discutida por petistas é “lembrar dos amigos de Flávio”. A estratégia passa por deslocar o foco para Flávio Bolsonaro , principal nome da direita na disputa ao Palácio do Planalto.
A ideia é resgatar episódios que já causaram desgaste ao bolsonarismo, especialmente as supostas ligações de pessoas próximas à família Bolsonaro com milicianos do Rio de Janeiro, além da relação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

