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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 3, um texto que ordena a retirada das tropas da guerra contra o Irã, uma afronta ao presidente Donald Trump, que envolveu em fevereiro o Exército no conflito. Aprovada com o voto de quatro deputados republicanos, a resolução ainda precisa passar pelo Senado. “O Congresso ordena ao presidente que retire as forças armadas dos Estados Unidos das hostilidades contra a República Islâmica do Irã”, diz o texto, que passou com 215 votos a favor e 208 contra.

Os membros democratas do Comitê de Relações Exteriores saudaram a “mensagem firme e inequívoca dirigida a Donald Trump pelos americanos”. “Chegou o momento de encerrar essa guerra ilegal e profundamente impopular.” Caso a resolução seja aprovada pelo Congresso, ela não precisaria passar pela sanção do presidente. De acordo com a imprensa americana, o aval do Legislativo ao fim da guerra provavelmente resultaria em uma disputa jurídica com o Executivo sobre o tema. Segundo a Constituição americana, somente o Congresso tem o poder de declarar guerra.

Negociações com o Irã

Mais cedo nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos disse que o Irã concordou em não ter armas nucleares — um dos principais pontos de discórdia entre os dois lados da guerra, iniciada em 28 de fevereiro. A declaração ocorre um dia após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmar que o regime iraniano tem demonstrado maior abertura em negociar aspectos do seu programa nuclear.

Porém, o principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã responderá de forma “decisiva” a qualquer nova agressão dos Estados Unidos ou de Israel. Segundo a agência estatal iraniana ISNA, Ghalibaf declarou que Teerã considera encerrado o período em que adversários poderiam agir contra o país sem enfrentar consequências.

(Com AFP)



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