Uma das produções mais lembradas da TV dos anos 2000 chegou ao catálogo da Netflix recentemente, após anos indisponível no streaming. Everwood, drama exibido entre 2002 e 2006 na televisão americana, mas que também conquistou fãs no Brasil na mesma época pois foi ao ar pelo SBT na TV aberta e no Warner Channel, na TV por assinatura. Apesar de ter tido apenas quatro temporadas, a história protagonizada por Treat Williams (1951-2023) deixou uma marca na cultura pop e ainda foi responsável por lançar atores como Chris Pratt e Emily VanCamp, que alcançaram fama internacional anos depois.

Criada por Greg Berlanti, produtor que se tornaria uma das figuras mais influentes da TV americana nas décadas seguintes, a trama acompanha o renomado médico Andy Brown (Treat Williams), um neurocirurgião de sucesso de Nova York que, após a morte trágica da esposa em um acidente de carro, decide se mudar para Everwood, cidade pequena — fictícia — do Colorado, com os filhos Ephram, adolescente interpretado por Gregory Smith, e Delia, menina vivida por Vivien Cardone.

Atormentado pela saudade da esposa, Julia (Brenda Strong), Andy toma a decisão de recomeçar após anos negligenciando a própria família em favor da excelência no trabalho, que lhe rendeu muito dinheiro e fama. Em Everwood, então, ele decide abrir uma clínica e prestar serviços médicos gratuitos, o que inicia uma rivalidade com Harold Abbott (Harold Abbott), o então único doutor da cidade, que cobra seus atendimentos.

A trama é centralizada principalmente pela relação tensa entre Andy e Ephram, que ressente o pai por sua ausência em casa e por ele sempre priorizar o trabalho. A revolta do jovem aumenta com a mudança, mas ele vê uma boa perspectiva quando conhece a encantadora Amy (Emily VanCamp), que se aproxima dele com segundas intenções.

O elenco ainda conta com Merrilyn Gann, John Beasley, Debra Mooney e Stephanie Niznik.

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Com aspecto de “série conforto”, a trama se assemelha a Gilmore Girls (2000-2007) e construiu uma audiência fiel graças à combinação de romances, conflitos geracionais e histórias de superação. Embora nunca tenha figurado entre os maiores fenômenos de audiência da televisão americana, a produção desenvolveu uma base de admiradores extremamente engajada, que acompanhou cada passo dos personagens ao longo de sua trajetória.

O apego dos fãs ficou evidente quando a série foi cancelada em 2006, após a fusão das emissoras The WB e UPN, que deu origem à rede The CW. A decisão provocou forte reação do público. Em um dos protestos mais curiosos da época, admiradores da produção organizaram uma ação simbólica envolvendo uma roda-gigante em frente ao escritório da então presidente da emissora, Dawn Ostroff, em uma referência a um dos principais elementos da cidade fictícia.

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