Ler Resumo

Manifestantes entraram em confronto com a polícia na cidade de Southampton, no sul da Inglaterra, nesta terça-feira, 2, durante um protesto pela morte de Henry Nowak, jovem de 18 anos que foi algemado por agentes após ser esfaqueado em dezembro do ano passado, enquanto seu assassino alegava falsamente um ataque racista. Duas pessoas foram presas.

Segundo as autoridades locais, centenas de pessoas participaram da manifestação, que terminou com objetos sendo arremessados contra agentes. Ao menos 11 policiais e um cão da corporação ficaram feridos. 

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, criticou os atos de violência e acusou ativistas de explorarem a tragédia para ampliar divisões sociais. Ela destacou que a família de Nowak pediu que a morte do jovem não fosse usada para promover ódio ou tensões raciais e afirmou que os responsáveis serão responsabilizados.

+ Inglaterra sofre com falta de água em meio a onda de calor histórica na Europa

Entenda o caso

O autor do crime, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua na segunda-feira 1°, com pena mínima de 21 anos. Durante o ataque, Digwa alegou falsamente aos policiais que havia sido vítima de uma agressão racista praticada por Nowak. Ao chegar ao local, os agentes passaram a tratar o jovem ferido como suspeito antes de perceberem a gravidade de seus ferimentos.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens das câmeras corporais, nas quais Nowak aparece deitado na rua dizendo “fui esfaqueado” e “não consigo respirar”. Um policial, então, responde: “Acho que não, amigo”. Ele morreu pouco depois da abordagem.

Continua após a publicidade

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apontou que o episódio levanta “questões sérias” sobre a tomada de decisões da polícia e a acusação de racismo. “É impossível assistir a essas imagens e não perceber que essas perguntas precisam ser respondidas”, disse ele.

O caso também passou a ser explorado por figuras da extrema direita britânica para atacar os direitos das minorias étnicas. O político Nigel Farage, do partido anti-imigração Reform UK, alegou que o episódio revela um tratamento desigual entre brancos e minorias étnicas pelas autoridades. “O medo de ser chamado de racista era maior do que lidar com o assassinato de Henry Nowak”, disse ele em comunicado.

A polícia de Hampshire pediu desculpas pelo tratamento dado a Nowak. A corporação informou que um dos agentes envolvidos deixou o cargo e que outros policiais estão colaborando com as investigações. 



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *