
Ler Resumo
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, celebrou nesta terça-feira, 2, a amizade dos Estados Unidos com países da América Latina, mas colocou o Brasil na lista de exceções. A declaração ocorre após a conclusão de uma investigação comercial dos EUA propor novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
“É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”, afirmou Rubio no Senado americano.
Rubio disse também que política externa americana “se concentra exclusivamente nos interesses nacionais dos Estados Unidos”. O secretário também abordou a guerra no Oriente Médio e negou que as negociações de paz com o Irã tenham sido interrompidas.
Na véspera, a agência de notícias iraniana semioficial Tasnim informou que as tratativas haviam sido suspensas “diante da continuidade dos ataques do regime israelense no Líbano, e considerando que o Líbano era uma das pré-condições para um cessar-fogo”.
Ainda na segunda, Trump afirmou em publicação na Truth Social, rede social da qual é dono, que “as negociações com a República Islâmica do Irã continuam em ritmo acelerado”. Em publicação separada, republicano declarou que teve “uma conversa muito produtiva” com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e suspendeu os ataques anunciados pelo premiê a Beirute, capital libanesa.
+ Após tarifas, Trump posta foto de encontro com Flávio Bolsonaro na Casa Branca
Críticas de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, chamou Rubio de “anti-América Latina” ao comentar sobre a proposta do governo Trump de impor sobretaxas de 25%. O secretário é filho de imigrantes cubanos e crítico ferrenho da esquerda na região.
“Faz pouco tempo que fui aos EUA, o tal do Marco Rubio é anti-América Latina. Já disse ao Trump que ele (Rubio) não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião”, discursou Lula em evento em Catalão (GO) nesta terça, referindo-se à reunião que teve com o presidente americano no início de maio.
O petista ainda responsabilizou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela ameaça de tarifas americanas, afirmando que seus filhos são “piores que ele”. Ainda nesta terça, Trump quebrou o silêncio sobre o encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca no final de maio. Na publicação, o republicano definiu Flávio como “um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.