O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira, 1°, a interceptação de um petroleiro russo Tagor no Atlântico após tentar driblar sanções impostas ao país. Ele informou que operação, que ocorreu na manhã de domingo, foi realizada em águas internacionais, a mais de 740 km da Bretanha, com apoio de “diversos parceiros, incluindo o Reino Unido“.

“É inaceitável que navios contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos. Essas embarcações, que não respeitam as regras mais básicas da navegação marítima, representam também uma ameaça ao meio ambiente e à segurança de todos”, escreveu Macron no X, antigo Twitter.

Segundo autoridades francesas, a embarcação partiu de Murmansky, no noroeste da Rússia, em direção a Limbe, no oeste de Camarões. O navio usava uma bandeira camaronesa falsa, o que levantou suspeitas da Prefeitura Marítima do Atlântico, um órgão que representa a França em questões marítimas na costa atlântica do país. Havia 23 tripulantes a bordo.

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“Após a equipe de inspeção embarcar na embarcação, um exame dos documentos confirmou as suspeitas quanto à irregularidade da bandeira hasteada. De acordo com o direito internacional e a pedido do Ministério Público, a embarcação foi desviada”, disse o comunicado.

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‘Frota paralela’

Em entrevista à agência de notícias AFP, o porta-voz da Prefeitura, Guillaume Le Rasle, informou que o petroleiro estava sujeito a sanções da Estados Unidos e da União Europeia (UE). Ele afirmou que se tratava de “uma embarcação que era conhecida e estava sendo monitorada”. O navio, que frequentemente muda de bandeira, estava “quase vazio” no momento da abordagem, de acordo com Le Rasle.

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Desde setembro, a França quatro navios que supostamente pertencerem à “frota paralela” russa, uma rede clandestina de exportação de petróleo que busca driblar sanções internacionais. Os proprietários tiveram de pagar multas para liberar os veículos para navegação. Quase 600 embarcações da Rússia estão sujeitas a sanções da UE em resposta à guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

Após a interceptação, a embaixada da Rússia em Paris solicitou informações às autoridades francesas sobre cidadãos russos a bordo do Tagor, informou a agência de notícias estatal Tass. Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que considera “esses atos ilegais, beirando a pirataria internacional” e que “a Rússia está tomando medidas para garantir a segurança de sua carga”.





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