
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma hóspede americana de 40 anos no luxuoso Hotel Rosewood, na região da Bela Vista, área nobre da capital paulista. Ela foi encontrada sem vida em seu quarto na tarde do último domingo, 31.
A mulher foi identificada como Hilde Ann Lynn, natural dos Estados Unidos. De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual VEJA teve acesso, as suspeitas tiveram início quando um homem, que se apresentou como médico da vítima, procurou a administração do Rosewood informando que não conseguia entrar em contato com ela há alguns dias.
Após tentar contactá-la por telefone, interfone e mensagens, os funcionários do hotel decidiram ir até o quarto de Hilde, onde a encontraram desacordada. No interior da acomodação havia uma garrafa de vodka vazia, um copo jogado no chão e diversos comprimidos espalhados sobre a cama.
Depois de encontrá-la no quarto, a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados pela gerência do hotel, e as equipes médicas constataram o óbito de Hilde Lynn no local. Ainda conforme o registro da ocorrência, a análise preliminar da cena da morte não identificou sinais imediatos de violência contra a vítima.
A perícia policial foi acionada, e os exames toxicológicos estão em andamento para identificar as causas da morte. O caso foi registrado como morte suspeita junto ao 78º Distrito Policial, no bairro dos Jardins, e as circunstâncias estão sendo investigadas.
Localizado no megacomplexo de luxo Cidade Matarazzo, na Rua Itapeva, o Rosewood São Paulo é um dos hotéis de mais alto padrão do Brasil, com hospedagens que variam de 3.700 a mais de 20.000 reais por uma única noite. A reportagem de VEJA questionou a administração do hotel sobre os detalhes da hospedagem de Hilde Ann Lynn, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.