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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques contra o sul de Beirute, capital do Líbano, nesta segunda-feira, 1º, apesar do cessar-fogo em vigor entre os países desde 17 de abril.
Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, ordenaram que as forças armadas israelenses atacassem “alvos terroristas” nos subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahieh, após as “repetidas violações” do cessar-fogo pela milícia Hezbollah e os “ataques contra nossas cidades e cidadãos”, segundo um comunicado do gabinete do premiê israelense.
Katz disse ainda que “não haveria calma em Beirute” se os ataques do Hezbollah continuassem e prometeu estabelecer uma zona controlada por militares na área do rio Litani, no sul do Líbano.
Também nesta segunda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que os ataques israelenses contra o Líbano estão entre os fatores que causam atraso no processo diplomático para o fim da guerra entre Teerã e Washington, reiterando que um cessar-fogo no Líbano é indispensável para qualquer acordo.
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Escalada das hostilidades
A ordem surge após a intensificação das hostilidades no sul do Líbano durante o fim de semana. No domingo, o Exército israelense anunciou a ocupação da fortaleza medieval de Beaufort, localizada em uma elevação rochosa que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel. O local tem importância estratégica e simbólica, pois serviu de base para as forças israelenses durante as duas décadas de ocupação do sul do território libanês, que terminaram em 2000.
Em comunicado, Netanyahu, afirmou que “a tomada de Beaufort é uma etapa espetacular e um ponto de inflexão decisivo”. Israel também determinou à população que deixasse uma ampla área no sul do país, entre a fronteira e o rio Zahrani. A ocupação ocorre pouco mais de duas semanas após Israel e Líbano estenderem um frágil cessar-fogo por mais 45 dias. Apesar da trégua, bombardeios israelenses são frequentes.
Pelos termos do cessar-fogo, Israel preservou o direito de agir contra ataques classificados como “planejados, iminentes ou em andamento”. O governo israelense acusa o Hezbollah de descumprir o pacto repetidamente ao manter atividade militar próxima à fronteira. Do outro lado, autoridades libanesas afirmam que Tel Aviv tem usado a cláusula como justificativa para uma campanha previamente calculada.