
A Holanda será campeã da Copa do Mundo de 2026 e derrotará Portugal na final do torneio. A previsão é do economista alemão Joachim Klement, que ganhou notoriedade após acertar os vencedores dos três últimos Mundiais e voltou a aplicar seu modelo estatístico para projetar o desfecho da próxima edição da competição.
A decisão está prevista para ocorrer em 19 de julho, no Estádio MetLife, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Segundo a projeção de Klement, os holandeses conquistarão pela primeira vez o principal troféu do futebol mundial, encerrando uma espera que já dura décadas.
Para o Brasil, a previsão é bem menos festiva. Embora a seleção brasileira avance em primeiro lugar em seu grupo, o modelo indica uma eliminação surpreendente logo na primeira fase de mata-mata diante do Japão. Klement classifica esse possível resultado como uma das maiores zebras da história dos Mundiais. Ainda assim, ele insiste que nenhuma equação é capaz de eliminar completamente a imprevisibilidade que faz da Copa do Mundo um dos eventos esportivos mais difíceis de prever.
O economista alemão tornou-se conhecido após prever corretamente os campeões das Copas de 2014, 2018 e 2022. Antes do Mundial realizado no Brasil, apontou a Alemanha como vencedora. Quatro anos mais tarde, indicou a França. Já na edição disputada no Catar, sua aposta recaiu sobre a Argentina, que confirmou o favoritismo e ficou com o título.
Como funciona o modelo
Atualmente estrategista de investimentos no banco Panmure Liberum, Klement utiliza métodos inspirados em modelos estatísticos empregados no mercado financeiro para estimar o desempenho das seleções. Entre os fatores considerados estão indicadores como população, riqueza nacional, condições climáticas, posição no ranking da Fifa e resultados recentes das equipes.
Curiosamente, o economista afirma que o projeto nasceu como uma forma de demonstrar justamente os limites das previsões e a confiança excessiva de especialistas que acreditam ser capazes de antecipar acontecimentos complexos. A intenção inicial era mostrar como esse tipo de exercício pode ser falho, mas os acertos consecutivos acabaram atraindo atenção internacional para seu trabalho.
Apesar da fama conquistada com as previsões corretas, Klement costuma alertar que seu modelo não deve ser encarado como uma fórmula infalível. Segundo ele, fatores estruturais ajudam a explicar apenas parte do desempenho das equipes ao longo do torneio.
O próprio economista argumenta que a sorte desempenha papel decisivo em uma Copa do Mundo. Lesões, decisões de arbitragem, confrontos definidos pelo chaveamento e episódios específicos dentro de campo podem alterar completamente o destino de uma seleção.
Por que a Holanda aparece como favorita
A previsão para 2026 reserva um feito histórico para a Holanda. Embora seja considerada uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial, a equipe jamais conquistou o torneio. Os holandeses ficaram com o vice-campeonato em 1974, 1978 e 2010 e seguem em busca de seu primeiro título.
No entendimento do economista, a atual geração holandesa reúne características favoráveis para uma campanha vitoriosa. O elenco combina experiência e renovação, tendo como principais referências jogadores como Virgil van Dijk e Frenkie de Jong. A profundidade do grupo também aparece como um dos fatores que fortalecem a candidatura da equipe ao título.
Segundo a simulação, a Holanda enfrentará a Espanha em uma das semifinais e avançará à decisão. Do outro lado da chave, Portugal eliminaria a Argentina nas quartas de final e superaria a Inglaterra na semifinal para garantir vaga na final.
A projeção chama atenção por colocar frente a frente duas seleções que nunca conquistaram uma Copa do Mundo. Enquanto a Holanda acumula três vice-campeonatos, Portugal jamais disputou uma final do torneio. Ainda assim, o modelo aponta vantagem holandesa na decisão.