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O Campeonato Brasileiro deste ano tem um número recorde de jogadores convocados na Copa do Mundo de 2026: no total, serão 32 atletas representando seleções na competição, contando os sete representantes na seleção brasileira que atuam no país. Apenas um deles é europeu, o atacante Memphis Depay, que disputará seu terceiro mundial pela Holanda.
Pelo técnico Carlo Ancelotti do Brasil, foram convocados Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro, Lucas Paquetá (Flamengo), Weverton, (Grêmio), Danilo Santos (Botafogo) e Neymar (Santos). O número de representantes da canarinho que atuam no país é o maior desde 2002, quando 13 nomes que atuavam nacionalmente foram convocados por Felipão na campanha do penta.
Além dos brasileiros, são outros 24 atletas sul-americanos, que foram convocados para o mundial: Uruguai, com sete (Sergio Rochet, Varela, Piquerez, Nico de la Cruz, Arrascaeta, Emi Martinez e Cannobio); Paraguai, com sete (Gustavo Gomez, Junior Alonso, Damian Bobadilla, Ramon Sosa, Isidro Pitta, Mauricio e Balbuena); Equador, com sete (Alan Franco, Alan Minda, Ângelo Preciado, Gonzalo Plata e Felix Torres); Colômbia, com sete (Carrascal, John Arias, Andres Gomez e Portilla), e Argentina, com um (Flaco Lopez).
O recorde até então de jogadores do Campeonato Brasileiro convocados para uma Copa do Mundo pertencia a 1974, com 27 jogadores, seguido por 1986, com 25. Nas últimas cinco edições de Mundial, os números foram bem abaixo. Em 2022, apenas 7 atletas que disputavam o Brasileirão foram chamados para a competição; em 2018, nove, em 2014, onze, em 2010, o número mais baixo da história, com seis, e em 2006, sete, segundo dados levantados pelo DataFut.
O alto número de atletas sul-americanos convocados coincide com o número de estrangeiros atuando na Série A do Campeonato Brasileiro, um total de 158. Outro dado que chama a atenção é que depois de cinco anos, o número de atletas vindos da Colômbia aumentou consideravelmente, chegando a ser o maior dos últimos anos, com 26 atletas atuando na elite nacional, próximo aos uruguaios, com 30, de acordo com dados do Transfermarkt.
“É natural e deveria ser constante a presença relevante de colombianos no nosso campeonato, também porque as grandes seleções formadas por eles, se destacavam por um jogo tecnicamente qualificado, mais funcional que posicional, e muito mais próximo do nosso do que o equatoriano, por exemplo, cada vez mais pautado em força e velocidade em detrimento de outras valências”, explica Renato Martinez, vice-presidente da Roc Nation Sports, empresa de entretenimento norte-americana, comandada pelo cantor Jay-Z, que gerencia a carreira de centenas de atletas.
Assim como nas últimas temporadas, o número de argentinos segue em evidência, este ano com 47 no total (29,4%). Fica abaixo das duas últimas temporadas, com 52 em 2025, e 48 em 2024. Na sequência desses três países, aparecem Paraguai, com 11, Equador, com 10, e Venezuela e Portugal, com 4.
“O crescimento do número de estrangeiros no futebol brasileiro é um reflexo direto de um mercado mais estruturado e atento às oportunidades. Hoje, há um mapeamento muito mais estratégico por parte dos clubes, que enxergam na América do Sul um celeiro de talentos com rápida adaptação ao nosso contexto competitivo. No caso dos colombianos, especificamente, existe uma identificação cultural que facilita esse processo”, afirma Dado Cavalcanti, gestor técnico da Squadra Sports.