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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso afirmou neste sábado, 23, que o papel institucional da Corte “não foi minimamente abalado” após investigações apontarem ligações entre ministros do STF e o Banco Master.
Ao comentar sobre a crise que afeta a imagem do STF e sem citar nomes, Barroso afirmou que é preciso separar o juízo que se faz dos ministros e a função institucional da Corte. “É preciso fazer essa separação. Acho que o papel institucional do Supremo não foi minimamente abalado”, disse o ex-ministro ao deixar um evento no Guarujá, em São Paulo.
Para citar um exemplo, o próprio ministro mencionou o caso do Banco Master. Disse que, no seu ponto de vista, o STF nunca tomou nenhuma decisão favorável à instituição de Daniel Vorcaro. “Não que eu saiba”, afirmou Barroso. “Por isso que falo que é preciso separar as percepções individuais de comportamentos institucionais. Não aconteceu nada de errado em decisões do Supremo nessa matéria ou em qualquer outra”, complementou o ex-ministro, que deixou a cadeira em outubro do ano passado.
Questionado por jornalistas sobre o que poderia explicar essa crise que abala a imagem do Supremo, Barroso afirmou que “há um conjunto de fatos que levaram a essa percepção negativa”, mas ressaltou que é necessário “não prejulgar e esperar que as investigações terminem”.
Ainda durante a coletiva, o ex-presidente do STF foi questionado sobre se apoiaria a criação de com código de conduta e sobre qual deveria ser seu nível de abrangência. Barroso afirmou que a existência de um código de ética é importante em qualquer linha de atividade, mas reconheceu que há divergências sobre esse tem dentro da Corte.
“Há uns que querem fazer um código específico e os que acham que a legislação atual já contempla tudo de maneira suficiente. Não gostaria de ter um papel divisivo nessa matéria. Prefiro falar para dentro do que para fora”, declarou. “A ideia de um código de ética é boa e importante. A questão é saber como materializá-la”, finalizou.