A ativista pelos direitos dos animais Luisa Mell usou as redes sociais para fazer um alerta sobre conteúdos violentos que estariam circulando no Discord, plataforma de comunicação bastante popular entre adolescentes e jovens, voltada para conversas em grupos por texto, áudio e vídeo.
Em vídeo publicado recentemente em seu perfil no Instagram, Luisa afirmou ter recebido denúncias envolvendo transmissões ao vivo de maus-tratos contra animais dentro da plataforma.
O alerta de Luisa Mell
A influenciadora relatou que animais estariam sendo vítimas de um suposto “desafio” cruel exibido para centenas de usuários.
“Um adolescente semana passada triturou um gato dentro de um liquidificador e, o pior, para uma audiência de mais de mil crianças e adolescentes que estavam no Discord assistindo ao vivo”, afirmou.
Ainda segundo a ativista, os episódios não seriam isolados. Luisa declarou que casos de violência contra animais aconteceriam com frequência durante transmissões organizadas em grupos fechados.
“Todas as noites, cerca de 15 animais são torturados e assassinados nessas redes para milhares de adolescentes. Nada é mais urgente que isso”, disse em lágrimas.
Pediu ajuda
Durante o desabafo, a influenciadora também afirmou que adolescentes estariam sendo expostos a conteúdos relacionados à automutilação e incentivo ao suicídio dentro dessas comunidades virtuais.
Segundo ela, apesar das investigações conduzidas pela Polícia Civil, a falta de moderação nas plataformas dificulta o combate aos casos.
“O Discord não tem moderação, o Discord não derruba essas atrocidades, e os nossos políticos não querem discutir o assunto”, declarou.
Luisa Mell contou ainda que esteve em Brasília para tentar mobilizar autoridades sobre o tema. Segundo ela, o objetivo é pressionar parlamentares pela criação de uma comissão de inquérito e pela aprovação de projetos voltados ao combate desse tipo de conteúdo na internet.
“Eu imploro que vocês me ajudem. Pressionem deputados e senadores para que seja instaurada a comissão de inquérito e para que o projeto de lei seja aprovado”, pediu.




