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Atriz da série Euphoria, Chloe Cherry voltou a chamar atenção ao comentar os efeitos da quantidade de preenchimentos labiais que já realizou ao longo dos anos. “Já fiz tanto que nem preciso mais usar creme anestésico, porque me acostumei com a sensação”, afirmou. A declaração reacendeu o debate sobre os limites dos procedimentos estéticos e os impactos físicos e emocionais causados por intervenções sucessivas. Cherry não é a única celebridade a falar abertamente sobre excessos e arrependimentos envolvendo preenchimentos: nomes como Courteney Cox, Lindsay Lohan e Anitta também já relataram experiências semelhantes. 

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Segundo Andressa Vargas, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, o maior risco não costuma estar no procedimento em si, mas no excesso e na repetição sem indicação adequada. “Preenchimentos em excesso podem alterar proporções faciais, causar aspecto artificial e, em situações mais raras, provocar complicações vasculares”, explica a médica à coluna GENTE

A especialista destaca ainda as consequências de intervenções repetidas sem planejamento. “Isso pode levar a distorções anatômicas, acúmulo de produto, irregularidades, flacidez compensatória, alterações na movimentação facial e, em alguns casos, processos inflamatórios ou fibrose. Em procedimentos cirúrgicos, como lifting facial, múltiplas intervenções aumentam o risco de cicatrização inadequada e perda da naturalidade”, afirma. 

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O cirurgião plástico Francisco Tribulato alerta que o principal limite da harmonização facial, por exemplo, deve ser a preservação da identidade do paciente. “Quando começamos a observar perda da expressão natural, exagero volumétrico, padronização facial ou alterações que descaracterizam a individualidade da pessoa, provavelmente esse limite já foi ultrapassado. O excesso acaba chamando mais atenção para o procedimento do que para a beleza do paciente”, pontua. 

Os especialistas também ressaltam a influência das redes sociais na busca por mudanças exageradas. Para Andressa Vargas, filtros e imagens altamente editadas criaram um padrão estético muitas vezes inalcançável. “Existe uma tendência de pacientes levarem fotos extremamente editadas como referência e esperarem reproduzir esse resultado na vida real. Isso gera expectativas irreais e incentiva intervenções excessivas”, explica. 

Tribulato, por sua vez, relata que alguns pacientes chegam ao consultório querendo reproduzir exatamente o rosto de outras pessoas. “Isso não é saudável nem biologicamente coerente e, na maioria das vezes, é inatingível. O papel do médico é trazer equilíbrio, orientação e responsabilidade. A estética deve respeitar anatomia, naturalidade e saúde emocional”, completa. 

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Andressa afirma que alguns perfis exigem atenção especial antes de qualquer procedimento. “Pacientes com expectativas desproporcionais, dificuldade de aceitar características naturais ou que acreditam que uma intervenção resolverá questões emocionais profundas merecem avaliação cuidadosa. Em alguns casos, o mais ético é não realizar o procedimento e orientar uma abordagem multidisciplinar”, conclui. 





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