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A FDA, a Anvisa americana, acaba de aprovar um novo remédio para hipertensão nos Estados Unidos. Trata-se do baxdrostat, que será vendido com o nome comercial Baxfendy. Desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca, ele será indicado a adultos com pressão alta que não conseguem controlá-la adequadamente com outros medicamentos.
A medicação inaugura uma nova classe terapêutica para a hipertensão: os inibidores da aldosterona sintase. Traduzindo: ele reduz a produção de aldosterona, um hormônio que contribui para a retenção de sal e água no organismo e a elevação persistente da pressão arterial, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e renais.
A ideia é que o baxdrostat seja combinado com outros medicamentos anti-hipertensivos, e não como substituto automático do tratamento já em curso.
A indicação aprovada tem em vista pessoas com hipertensão que não conseguem domar a pressão arterial com a combinação de drogas convencionais. Na prática, o público-alvo engloba quem tem a chamada hipertensão de difícil controle e a hipertensão resistente – quando a pressão permanece acima da meta mesmo com três ou mais remédios com mecanismos de ação diferentes.
O Baxfendy é um comprimido cujo aval nos EUA se baseia principalmente em um estudo clínico com quase 800 adultos com pressão arterial descontrolada mesmo em uso de tratamentos. Após 12 semanas de uso, o baxdrostat reduziu a pressão arterial sistólica (o primeiro valor da medição no aparelho) em 15 mmHG – ante 5,8 mmHg do grupo que tomou o placebo (pílula sem princípio ativo). Também houve queda na pressão diastólica (o segundo número da medida).
São efeitos relevantes, porque, em se tratando de hipertensão, mesmo reduções modestas na pressão podem diminuir sensivelmente o risco de AVC, infarto e outras complicações.
Apesar do sinal verde americano, ainda não temos notícias de quando pode acontecer a aprovação do remédio no Brasil.