O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, apresentou uma proposta de resolução para instituir o contracheque único para magistrados em todo o Poder Judiciário.

O texto será votado no plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na próxima terça-feira (26).

O contracheque único é definido como o documento oficial (físico ou eletrônico) que consolida, de forma integral e indissociável, todas as verbas (remuneratórias ou indenizatórias) devidas ao magistrado naquele mês.

Com a nova proposta, ficaria proibída a emissão de qualquer documento de pagamento paralelo ou complementar.

A medida busca ampliar o controle sobre os salários da magistratura, de forma a seguir o novo entendidmento do STF sobre supersalários e os chamados “penduricalhos”.

De acordo com a resolução proposta por Fachin, o contracheque único deverá discriminar detalhadamente e eum um único documento o salário, as verbas indenizatórias (penduricalhos), as exceções ao teto constitucional e os passivos funcionais, que são pagamentos pendentes de meses anteriores.

Além disso, a proposta cria uma lista fixa de “nomes” para cada verba, que deverão ser utilizadas obrigatoriamente por todos os integrantes do judiciário.

O objetivo é evitar que cada tribunal dê um nome difetente para um mesmo tipo de auxílio ou gratificação, facilitando o controle e identificação de irregularidades.

Segundo levantamento do CNJ, auditoria realizada em tribunais identificou mais de 500 registros diferentes de pagamentos de verbas indenizatórias realizados com nomenclaturas variadas.

Se aprovada, a resolução estabelecerá prazo de 60 dias para adaptação dos tribunais às novas regras.



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