O jornalista Décio Piccinini, 80, detalhou como foi vivenciar a morte da primeira esposa e encontrá-la sem vida na cama do casal. Ele relembrou o ocorrido durante a participação no podcast Intervenção.

Heloísa Martins, com quem celebrou o primeiro casamento, morreu em 1989. Décio Piccinini explica que a situação abalou sua saúde mental e, após o ocorrido, teve que lidar com crises intensas de ansiedade.

“Sempre que eu me sentava na cama, quando me deitava depois dela, havia um movimento qualquer dela, ainda que inconsciente. Naquela noite, não aconteceu nada. Pensei: ‘O que está acontecendo?’ Quando acendi a luz, ela estava com o olho aberto, e eu percebi o que tinha acontecido“, relembrou o jornalista.

Ela explicou também que o trauma fez com que ele vivesse momentos complicados nos anos seguintes à morte da esposa. “Passei quatro anos e meio viúvo, completamente pirado. Fiz cada bobagem, cada loucura”, revelou.

Apesar da fase complicada, ele afirmou que conseguiu superar a situação. “Com a ajuda de amigos, parentes e alguns médicos, consegui me recuperar”.

Décio ainda reiterou a importância de ter feito um acompanhamento profissional: “Dei muito trabalho para o meu psiquiatra. Mas encontrei um que ficou comigo muitos anos”.

O que o ajudou a seguir em frente também foi pensar nos filhos, que na época tinham 7 e 13 anos. “Eu não queria mais viver, mas me perguntava: ‘E os meus filhos, quem cria?’”.



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