
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) convocou o suplente do deputado Thiago Rangel (Avante), que foi preso pela Polícia Federal, para concluir o mandato no lugar dele. O edital de convocação foi publicado nesta sexta-feira, 22, no Diário Oficial. Quem assume a vaga é Wellington José.
O gabinete de Thiago Rangel foi dissolvido após a prisão. Os servidores foram exonerados e ele passou a responder a um processo disciplinar no conselho de ética. Com a convocação do suplente, a estrutura será reativada, agora nas mãos do substituto.
O deputado está preso preventivamente por suspeita de fraudes em contratos da Educação do estado e de conexões com o crime organizado. A defesa nega irregularidades e afirma que “qualquer conclusão antecipada é indevida”.
O plenário da Alerj poderia aprovar a soltura do deputado, como fez em dezembro com o então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, mas desta vez o clima é diferente. A Assembleia Legislativa se vê envolvida em uma crise de imagem após a prisão de três deputados – TH Joias, Bacellar e, agora, Thiago Rangel. Há um esforço para evitar uma contaminação ainda maior da Casa.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão, comunicou que a ordem deveria ser mantida independente do que o plenário da Assembleia Legislativa viesse a deliberar.
O novo presidente da Alerj abraçou como uma de suas bandeiras recuperar a credibilidade da Casa Legislativa. Ruas é pré-candidato ao governo e busca projetar a imagem de austeridade e responsabilidade. A preocupação da campanha é disputar as pautas que vêm sendo dominadas pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, que comanda interinamente o estado.