
Os índices de moedas e ações operaram com cautela nesta quinta-feira, 21. O Brasil ofereceu poucos catalisadores para o mercado financeiro, que, por sua vez, se movimenta de olho principalmente na geopolítica internacional. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou em leve alta de 0,17%, aos 177,6 mil pontos.
“No fim da tarde, declarações do presidente americano, Donald Trump, indicaram um possível avanço nas tratativas para acabar com a guerra no Oriente Médio e reduziram parte da tensão nos mercados”, afirma Jucelia Lisboa, economista e sócia da Siegen Consultoria. No entanto, um acordo ainda não é completamente certo.
Uma das críticas feitas pelo republicano é sobre os planos de Teerã de cobrar taxas pelo uso do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo e do gás natural por via marítima do mundo. “Queremos que esteja aberto, queremos que seja livre. Não queremos pedágios”, afirmou Trump a jornalistas na Casa Branca. “É uma via navegável internacional.”
O vai-e-vém fez com que o preço do barril de petróleo brent continuasse volátil, cotado a 104 dólares. O valor ainda ultrapassa o patamar dos 100 dólares, mas já é menor do que as altas observadas no último mês, que chegaram a elevar a commodity para os mais de 110 dólares. Lisboa explica que esses motivos impactam os juros futuros.
Já o dólar, que subiu pouco e continua no patamar dos 5 reais, reflete os dados que demonstram a resiliência da economia americana, como o Índice de Gerentes de Compras (PMI industrial). Ele saltou para 55,3 em maio, o maior nível em 48 meses, e confirmou o tom mais hawkish (duro) da ata do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, divulgada ontem.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: