O pré-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou nesta quinta-feira (21) apoiar o final da escala 6×1, além de defender mudanças no STF (Supremo Tribunal Federal). A fala se deu a jornalistas, após o escritor participar da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios).
Cury disse ser a favor da escala 5×2, em que o trabalhador trabalha durante cinco dias da semana e folga por dois. Atualmente, a escala que vigora é a 6×1, que está tendo o seu fim debatido no Congresso Nacional.
Como justificativa, o pré-candidato mencionou o aumento nos casos de burnout entre os trabalhadores. A síndrome é um problema de saúde mental comum no ambiente de trabalho, caracterizada por um estado de esgotamento físico e emocional causado pelo estresse crônico e intenso.
No que diz respeito ao Supremo, Cury disse que há uma “injustiça” dentro do próprio sistema de Justiça do país. Ele defendeu que as próximas indicações para a Corte sejam de magistradas mulheres.
“A Justiça é protagonizada por uma estátua mulher com uma venda nos olhos, mas agora, que a doutora Cármen Lúcia deve sair, serão homens. Na minha opinião clara, os próximos nomes deveriam ser de mulheres“, declarou.
O escritor também falou da necessidade de “mitigar” o poder do Supremo. Ele voltou a defender o fim da vitaliciedade para os cargos de ministro do Supremo, propondo um mandato fixo de oito anos.
Para a composição da Corte, Cury afirmou que, dos 11 ministros do tribunal, dois terços deveriam ser da magistratura; dois ou três terços vindos do Ministério Público; e apenas um advogado.
O pré-candidato do Avante disse ainda ser contra o escolhido ser decidido por um “super presidente”, e defendeu que quem deve indicar são as respectivas classes dos profissionais, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) e a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).
Questionado sobre a situação do também pré-candidato ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Cury destacou que a trajetória política do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser decidida pelos “próprios eleitores”, mas reforçou que toda e qualquer suspeita de corrupção deve ser punida.
Na última semana, veio à tona a informação de que Flávio teria pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, para fazer um filme biográfico sobre o seu pai. Preso em Brasília desde março deste ano, Vorcaro é investigado por um esquema de fraudes bilionário envolvendo o Master.