O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, criticou a privatização da Sabesp e afirmou que, caso eleito, vai rever o contrato. A declaração foi dada nesta quinta-feira (21) após um evento na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
“Eu acredito que esse tipo de postura do governo do estado é ruim, porque a experiência da privatização não está dando certo”, afirmou. “Esse é um outro problema, tem a ver com o contrato que foi assinado e eu vou ter que averiguar as cláusulas protetivas dos consumidores”, explicou Haddad.
Segundo o ex-ministro, a Sabesp supera no Procon as queixas da própria Enel. “Esse drama que está sendo vivido pelas famílias vai precisar ser enfrentado. […] Não queremos que a Sabesp venha a ser a Enel da água”, disse o pré-candidato.
A Sabesp foi privatizada em 2024 por R$ 14,7 bilhões, em uma operação que transformou a companhia em uma corporação cujo objetivo é antecipar a universalização do saneamento no estado até 2029.
Na época, o PT (Partido dos Trabalhadores) afirmou que a lei que autorizou a privatização e diversos atos que serviram de base para o avanço do processo violavam princípios como os da isonomia, da eficiência e da moralidade.
“Ao não divulgar o valor mínimo e aceitar o preço ofertado afirmando como superior a esse mínimo, o governo estadual favoreceu inequivocamente o único competidor na disputa para ser acionista de referência e comandar a gestão da Sabesp”, alegou o partido à época.