
Diante da repercussão em torno de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) deu início a uma investigação contra a produtora responsável pelo longa, a Go Up Entertainment, por não ter comunicado ou prestado contas ao órgão federal sobre as gravações realizadas no Brasil em 2025. Caso seja multada, a produtora pode chegar a pagar um valor de até 100.000 reais.
A Ancine revelou que vai apurar o caso para verificar qual foi o papel da Go Up na realização do filme, previsto para chegar aos cinemas em setembro deste ano. Por se tratar de uma produção falada em inglês, dirigida, roteirizada e estrelada por norte-americanos, o filme deveria ter prestado esclarecimento à Agência, requisito obrigatório para obras estrangeiras filmadas no Brasil.
O órgão pretende esclarecer se a produtora em questão é a principal responsável pela realização de Dark Horse, ou se foi apenas contratada por alguma empresa estrangeira. De acordo com as regras da Ancine, gravações de filmes internacionais no país devem ser feitas sob a mediação de empresas registradas na Agência, que têm a responsabilidade de apresentar uma série de documentos ao governo, como cópia do contrato, passaporte de cada profissional estrangeiro contratado e plano de filmagem – o que não foi feito pela Go Up.
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