O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (21/5) que está disposto a abrir diálogo com o Governo do Distrito Federal (GDF) sobre a situação do Banco de Brasília (BRB), envolvido na compra de créditos podres do Banco Master.

“Eu estou conversando com o Banco Central (BC), disposto a conversar com o GDF, disposto a achar um melhor caminho, privilegiando o interesse público”, disse em entrevista para a CNN Brasil.

Durigan explicou que o governo não chegou a ser procurado pelo GDF até a posse da nova governadora, Celina Leão (Progressistas).

“Não houve, até a nova governadora assumir o cargo, nenhum tipo de pedido de conversa ou reunião do governo com o ministério da Fazenda, então se houve gelo de dois anos, três anos, houve gelo do DF com a União”, explicou.

O ministro disse ainda que chegou a ligar para a governadora para tratar sobre a adesão do DF ao projeto do governo de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, quando Celina aproveitou para pedir uma reunião sobre o BRB, algo que ainda não havia acontecido até o momento.

Acontece que atualmente o GDF não possui Capacidade de Pagamento (Capag) para contratar empréstimos com aval do Tesouro Nacional, o que está travando a negociação com outros bancos. No entanto, Durigan afirmou que não está fechado ao diálogo e que tem buscado uma solução que seja benéfica ao país.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, já havia sinalizado que a falta de Capag do GDF poderia impactar na aprovação da garantia para um empréstimo para o BRB. “Hoje, só é possível contratar crédito com garantia da União com Capag A e B”, disse. De acordo com ele, para que o empréstimo fosse viabilizado, seria necessário uma mudança normativa.

Ele disse também que o GDF havia enviado o pedido para análise, mas houve a necessidade de solicitar novos documentos.

“Não veio nenhum tipo de informação que possibilita que a gente faça a análise, mas, se der entrada da forma correta, será analisado como todos os pedidos que recebemos”, afirmou durante coletiva sobre o relatório do Tesouro.



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