Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, foi apontada como a cidade com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS) 2026. O município alcançou nota 73,10 e liderou o ranking nacional entre as 5.570 cidades avaliadas pelo levantamento.
Com pouco mais de 4,8 mil habitantes, a cidade localizada na região de Araraquara reúne indicadores elevados em áreas consideradas centrais pelo IPS, como saneamento, moradia, segurança, educação e acesso à informação. O índice utiliza 57 indicadores sociais e ambientais para medir a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades.
Os resultados detalhados do IPS mostram que Gavião Peixoto apresentou desempenho especialmente alto em infraestrutura urbana. No componente Moradia, o município recebeu nota 97,09. Já em Água e Saneamento, a cidade alcançou 89,99 pontos, um dos melhores resultados do país.
Os dados do IBGE reforçam esse cenário. Segundo o instituto, 94,68% da população possui acesso a esgotamento sanitário adequado e quase 98% das vias públicas são arborizadas.
Outro destaque do município aparece nos indicadores ligados à educação e ao acesso à informação. Gavião Peixoto recebeu nota 85,67 em Acesso ao Conhecimento Básico e 90,40 em Acesso à Informação e Comunicação, impulsionada por indicadores como evasão escolar, qualidade da internet móvel e acesso à telefonia.
Na prática, os dados educacionais do município ajudam a explicar o desempenho. A cidade registra taxa de escolarização de 98,6% entre crianças de 6 a 14 anos e Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 6,8 nos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública.
A área de segurança também aparece entre os fatores que colocaram o município no topo do ranking. No IPS, Gavião Peixoto recebeu nota 80,46 em Segurança Pessoal, componente que considera indicadores como homicídios, assassinatos de jovens, violência contra mulheres e mortes no trânsito.
Além da qualidade dos serviços públicos, a cidade possui indicadores econômicos muito acima da média nacional. Segundo o IBGE, o PIB per capita de Gavião Peixoto é de R$ 369,1 mil, enquanto o salário médio dos trabalhadores formais chega a 5,7 salários mínimos.
O município também apresentou desempenho elevado em Inclusão Social, com nota 77,62 no IPS. O componente avalia fatores ligados à violência contra minorias, representação política e população em situação de rua.
Mesmo liderando o ranking nacional, o levantamento aponta desafios em áreas específicas. O componente Saúde e Bem-estar recebeu nota 53,11, abaixo de outros indicadores do município. Nesse eixo, o IPS considera fatores como obesidade, mortalidade precoce, doenças crônicas e expectativa de vida.
Segundo o prefeito de Gavião Peixoto, Adriano Marçal, a conquista reflete o resultado de um esforço coletivo entre população, servidores públicos e administração municipal.
“Recebemos esse reconhecimento com muita alegria e responsabilidade. Essa conquista é fruto do trabalho sério realizado pela gestão pública, mas principalmente da união de esforços de toda a população e dos nossos servidores públicos, que diariamente ajudam a construir uma cidade cada vez melhor para todos. Mesmo enfrentando um ano difícil, marcado pela queda na arrecadação, seguimos trabalhando com planejamento, responsabilidade e compromisso com as pessoas. “Conquistar pela terceira vez seguida o título de melhor qualidade de vida do Brasil mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o prefeito em publicação nas redes sociais da prefeitura.
Veja as 20 cidades com maior IPS no Brasil
- Gavião Peixoto (SP) — 73,10
- Jundiaí (SP) — 71,80
- Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
- Pompéia (SP) — 71,76
- Curitiba (PR) — 71,29
- Nova Lima (MG) — 71,22
- Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
- Cornélio Procópio (PR) — 71,16
- Luzerna (SC) — 71,10
- Itupeva (SP) — 71,08
- Rafard (SP) — 71,08
- Presidente Lucena (RS) — 71,05
- Adamantina (SP) — 70,97
- Maringá (PR) — 70,87
- Alto Alegre (RS) — 70,86
- Ribeirão Preto (SP) — 70,80
- Brasília (DF) — 70,73
- Barra Bonita (SP) — 70,71
- Araraquara (SP) — 70,70
- Águas de São Pedro (SP) — 70,66
Veja as 20 cidades com pior IPS no Brasil
- Uiramutã (RR) — 42,44
- Jacareacanga (PA) — 44,32
- Alto Alegre (RR) — 44,72
- Portel (PA) — 45,42
- Amajari (RR) — 45,58
- Pacajá (PA) — 45,87
- Anapu (PA) — 45,91
- Japorã (MS) — 46,23
- Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
- Uruará (PA) — 46,80
- Trairão (PA) — 46,82
- Bannach (PA) — 47,23
- São Félix do Xingu (PA) — 47,38
- Recursolândia (TO) — 47,39
- Cumaru do Norte (PA) — 47,43
- Peritoró (MA) — 47,53
- Oeiras do Pará (PA) — 47,57
- Ladainha (MG) — 47,58
- Anajás (PA) — 47,62
- Paranã (TO) — 47,63
O IPS Brasil destaca que municípios com níveis semelhantes de renda podem apresentar resultados muito diferentes em qualidade de vida. Segundo a metodologia do índice, o objetivo é medir os resultados efetivos na vida da população, e não apenas riqueza econômica ou volume de investimentos públicos.