Já faz 25 dias do desaparecimento do massoterapeuta Yuri Sant’anna, 31 anos. O jovem foi visto pela última vez em 25 de abril, ao sair do apartamento onde morava sozinho, na região da 910 Sul, levando uma mochila e uma bicicleta vermelha antiga.
Durante o período de buscas, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) realizou varreduras na região da Candangolândia com apoio de cães farejadores, após a informação de que um amigo teria visto Yuri em 4 de maio com a bicicleta nas proximidades da Administração Regional.
A mãe também tem intensificado as buscas por conta própria, com a impressão e distribuição de cartazes com a foto do filho em diferentes pontos do Distrito Federal, na tentativa de alcançar mais informações.
Além disso, segundo a família, foram acionadas medidas junto às autoridades e pedidos de rastreamento, na tentativa de avançar nas investigações e encontrar o paradeiro do jovem.
Golpe durante as buscas
No entanto, durante esse período, os familiares relatam que o processo de buscas foi prejudicado por um golpe. Em busca de pistas, chegaram a viajar até São Paulo após receberem uma suposta informação sobre o paradeiro de Yuri e realizaram uma transferência de R$ 250.
“Falaram que tinham visto Yuri perdido em uma comunidade rural, disseram que o carro estava cheio e que não o puderam trazer ele até nós. Quando chegamos lá pediram (via WhatsApp) que enviássemos R$250 para que eles colocassem gasolina para irem buscá-lo e que aguardássemos em Uberaba.”
Depois da transferência feita, os suspeitos desligaram o telefone. A viagem até São Paulo e todo o deslocamento feito pela família acabaram sendo em vão. “Pensei que ia voltar com meu filho nos braços”, relatou a mãe.
Gosto pela natureza
Yuri havia retornado recentemente de Alto Paraíso (GO) e costumava frequentar o Parque da Cidade, região próxima ao prédio onde vivia. A família não descarta a possibilidade de que ele esteja em alguma área isolada.
“Ele é muito ligado à natureza, muito pensativo, reflexivo. Gostava de ir para o mato espairecer às vezes, mas nunca demorou tanto para voltar”, afirmou a mãe.
A mãe relata ainda que o celular do filho chegou a ser atendido por pessoas desconhecidas em diferentes ocasiões. “Eu falei ‘alô, alô’ e desligaram. Minha filha ligou depois, atenderam e desligaram também. Uma amiga dele fez a mesma coisa. Só falam que o telefone não é dele, o que é estranho, porque estamos ligando pelo WhatsApp”, disse.




