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O Senado dos Estados Unidos votou, na terça-feira 19, para avançar com uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump de continuar a guerra no Oriente Médio, exigindo aprovação do Congresso para qualquer futura ação militar contra o Irã. A medida foi aprovada por 50 a 47 votos, após quatro senadores republicanos se juntaram aos democratas.

Entre eles está o senador Bill Cassidy, do estado da Louisiana, que foi derrotado em uma primária no último sábado, 16, por um candidato apoiado por Trump. “Embora eu apoie os esforços do governo para desmantelar o programa nuclear do Irã, a Casa Branca e o Pentágono deixaram o Congresso no escuro sobre a Operação Fúria Época“, escreveu ele nas redes sociais após a votação, referindo-se ao nome com que o governo batizou a operação militar contra a nação persa.

Já o democrata John Fetterman, apoiador ferrenho de Israel, fez o inverso: votou com os republicanos, que são maioria em ambas casas do Congresso, para permitir que o presidente americano continue a guerra.

Próximos passos

Após a aprovação no Senado, a medida será votada pela Câmara, onde o Partido Republicano também é dominante (e costuma se alinhar ainda mais a Trump). Se avançar novamente, a lei ainda estará sujeita a um veto presidencial, que só poderia ser derrubado em um cenário extremamente desafiador para o congresso rachado: com maioria de dois terços dos deputados e senadores.

O governo Trump argumenta que se baseou em uma cláusula regimental segundo a qual o presidente tem 60 dias para obter apoio do Legislativo para conduzir uma guerra. Com o cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã desde o dia 8 de abril, os republicanos passaram a dizer que o prazo de 60 dias estava congelado.

Após a votação da medida, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, prometeu estender a guerra “para além da região” do Oriente Médio caso Estados Unidos e Israel voltem a atacar o país. 

“Se a agressão contra o Irã se repetir, a guerra regional prometida se estenderá desta vez muito além da região, e nossos golpes devastadores os esmagarão”, afirmou a Guarda em um comunicado publicado em seu site, Sepah News.



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