Pelo menos cinco pessoas morreram após um aerobarco com 18 pessoas a bordo virar na região da Sibéria, na Rússia, nessa terça-feira (19/5). O acidente ocorreu a uma distância de aproximadamente 30 metros da margem do famoso Lago Baikal. Socorristas conseguiram resgatar 13 sobreviventes da água gelada do lago mais profundo do mundo – 1,7 mil metros.

A notíciafoi confirmada pelo Ministério de Situações de Emergência da Rússia. As equipes de busca e salvamento foram acionadas imediatamente após o naufrágio e conseguiram recuperar os corpos das cinco vítimas fatais.

Entre as pessoas salvas está uma mulher, que precisou ser encaminhada com urgência a um hospital da região devido a uma lesão na perna ocasionada pelo impacto do acidente.

Em um comunicado oficial enviado à agência Interfax, o governo russo atualizou o balanço das operações de emergência e lamentou as perdas humanas na tragédia.

“De acordo com informações atualizadas, havia 18 pessoas a bordo do aerobarco. Treze pessoas, incluindo uma criança, foram resgatadas. Infelizmente, cinco pessoas morreram”, declarou o órgão governamental, que mobilizou uma grande estrutura para os trabalhos de resgate e perícia na área do lago.

As investigações preliminares apontam que o grupo de passageiros fazia parte de uma excursão turística devidamente organizada. A maioria das pessoas a bordo do veículo era originária da capital do país, Moscou, e viajava pela região siberiana.

Além dos adultos, um adolescente de 14 anos de idade estava entre os integrantes da comitiva de turistas que sofreu o acidente.

Capitão pulou fora

O comportamento do condutor da embarcação no momento da crise gerou forte repercussão e já está sob a mira das autoridades russas. Relatos preliminares indicam que o capitão direcionou o aerobarco, modelo Sever-750, em direção a uma camada de gelo.

Logo em seguida, ele teria saltado na água, momento exato em que a embarcação perdeu a estabilidade e virou completamente, impedindo a saída imediata de parte dos passageiros.

Embora a imprensa local tenha informado que o aerobarco parecia estar em perfeitas condições mecânicas de funcionamento antes de zarpar, uma grave falha operacional foi identificada. A embarcação navegava com excesso de peso, uma vez que estava severamente sobrecarregada com equipamentos pesados de turismo.

Além disso, o veículo transportava 18 pessoas no momento do sinistro, violando o limite máximo de segurança estipulado de apenas 10 passageiros.



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