Acossado por uma grave crise de imagem ainda na pré-campanha, em razão da revelação de contatos entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode recorrer a um nome consagrado da publicidade nacional para reforçar a sua campanha.

Eduardo Fischer é um dos maiores nomes da propaganda no Brasil, com mais de três décadas atuando no setor e eleito cinco vezes o “publicitário do ano”. Ele esteve por trás de campanhas históricas, como o “número 1” da Brahma na Copa de 1994, a campanha “Baby”, da Telesp Celular — que marcou a estreia do primeiro pré-pago do Brasil — e a volta do “baixinho da Kaiser”. Além disso, teve contas de companhias gigantes do Brasil, como a Vivo, Ponto Frio e CSN.

Sua carreira decolou em 1981 com a criação, junto com Roberto Justus, da Fischer & Justus, companhia que foi vendida quatro anos depois para a multinacional Young & Rubicam e virou Fischer, Justus, Young & Rubicam. O grupo se desfez em 1989, mas Fischer continuou sendo um personagem ativo do mercado publicitário brasileiro. 

A sua contratação é defendida para a campanha de Flávio Bolsonaro pela ala do estafe liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que é o coordenador da campanha presidencial de Flávio, mas enfrenta a resistência de alguns setores, que consideram que Fischer está fora do circuito há um bom tempo e que não está no jogo político-eleitoral atual.

Flávio trouxe para o estafe há pouco tempo um velho amigo seu para trabalhar na área de comunicação. Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, é ex-policial civil e hoje comanda a Cálix Propaganda, empresa fundada em 2003 e que tem clientes importantes, como o BRB (Banco Regional de Brasília).

 



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