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Oito pessoas foram presas nesta terça-feira, 19, na capital paulista suspeitas de fazerem parte de uma quadrilha especializada no golpe do falso advogado. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o grupo criminoso teria movimentado cerca de 10 milhões de reais em seis meses (de outubro passado a abril deste ano) e usava métodos sofisticados para praticar os golpes — incluindo ferramentas de inteligência artificial para simular a voz dos advogados.

O golpe do falso advogado funciona basicamente em uma mesma dinâmica: os criminosos buscam vítimas que já tenham processos judiciais em andamento e as abordam, por meio de mensagens ou ligações telefônicas, fingindo serem seus advogados ou pessoas do escritório. Os golpistas enviam falsos documentos e simulam a voz dos advogados por meio de IA e pedem que a vítíma envie dinheiro para a liberação de pagamentos ou de alvarás.

A onda de crescimento desse tipo de golpe preocupa autoridades e também a Ordem dos Advogados do Brasil, que lançou uma cartilha em março para esclarecer a população sobre esse tipo de crime. Naquela época, a Secretaria de Segurança Pública contabilizava 26 prisões.

A quadrilha desarticulada nesta terça agia em todo o território nacional. Até o momento, a Polícia identificou doze vítimas, mas não descarta que podem haver mais. Por ser um crime digital, ainda é difícil de ser rastreado. Uma das vitimas da quadrilha alvo desta operação — batizada de “Advocacia Mais Segura” — é um homem, morador de São José do Rio Preto, que desembolsou R$ 35 mil e enviou aos golpistas.

A operação previa o cumprimento de dez mandados de prisão, mas foram efetivados oito, todos na capital paulista. Além dessas detenções, foram cumpridos quinze mandados de busca e apreensão e um de sequestro e bloqueio de bens, por meio do qual a Polícia tenta congelar o dinheiro e o que foi adquirido de forma ilícita pela quadrilha.



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