
Parlamentares do PT optaram por não participar de debate sobre a PEC da redução da maioridade penal na CCJ da Câmara, deixando o Psol sozinho na obstrução à matéria prioritária dos bolsonaristas.
A deputada Talíria Petrone “carregou o piano nas costas” e obstruiu o avanço da medida.
Antes mesmo de a sessão começar, havia a expectativa de que um pedido de vista adiasse a apreciação da proposta. Nem isso aconteceu, porque a ordem do dia do plenário foi iniciada e a sessão da CCJ foi encerrada imediatamente.
Nos bastidores, petistas justificaram a ausência sob o argumento de que haveria um pedido de vista que adiaria a apreciação do mérito para a próxima semana.
Em caráter reservado, membros da base aliada fora do PT descreveram como “papelão” a postura de o PT se ausentar do debate da proposição.
Além disso, avaliam que a posição pode refletir um temor da legenda de Lula de ir contra uma matéria que conta com apoio de uma parte do eleitorado de centro – dentro do governo, há a leitura de que esses eleitores podem depositar o voto no petista em outubro.
Ou seja, correligionários do mandatário teriam agido dessa forma para não desagradar esses eleitores ainda que sua base eleitoral seja contrária à redução da maioridade penal.
Durante o debate, o deputado Aloísio Mendes afirmou que o ministro José Guimarães fechou acordo, quando ainda era líder do governo na Câmara, de que governistas não desobstruíram tema na CCJ. Na época, ele articulava para tirar o assunto da PEC da segurança pública, que tramita atualmente no Senado.