A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) teve um desempenho decepcionante em um eventual duelo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg feito entre os dias 13 e 18 de maio e divulgado nesta terça-feira, 19.

De acordo com a pesquisa, caso ela seja a candidata do PL no lugar de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ela teria 23,4% das intenções de voto no primeiro turno contra 47,0% de Lula.

Se a disputa fosse entre Lula e Flávio, o petista teria os mesmos 47,0%, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria 34,3% das intenções de voto (veja quadros abaixo).

A hipótese de Michelle tomar o lugar de Flávio na disputa voltou a circular, ainda que discretamente, nos bastidores da direita depois que o senador foi flagrado cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A revelação do áudio provocou impactos eleitorais no seu duelo com Lula — veja matéria completa aqui.

AtlasIntel - primeiro turno - Lula x Michelle
AtlasIntel – primeiro turno – Lula x Michelle (AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução)
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AtlasIntel - primeiro turno
AtlasIntel – primeiro turno (AtlasIntel/Reprodução)

Em um cenário em que nem Flávio nem Michelle seriam candidatos, o presidenciável de oposição mais bem colocado seria o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 17,0% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD), com 13,8% — veja quadro abaixo.

AtlasIntel - Lula x Zema e Caiado

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AtlasIntel – Lula x Zema e Caiado

No segundo turno, Lula venceria todos os nomes da direita e centro-direita se a disputa fosse hoje (veja quadro abaixo). O AtlasIntel/Bloomberg não simulou um enfrentamento de segundo turno entre o petista e Michelle Bolsonaro.

 

AtlasIntel - segundo turno - Geral
AtlasIntel – segundo turno – Geral (AtlasIntel/Reprodução)
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Pesquisa

O levantamento foi feito entre os dias 13 e 18 de maio e foi todo realizado após o vazamento do áudio, no dia 13 de maio. A pesquisa é a primeira entre os grandes institutos a fazer todas as entrevistas após o episódio, que tornou-se um dos mais fundamentais até agora da pré-corrida eleitoral.

Foram ouvidos 5.032 entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-06939/2926.

 



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