Ler Resumo

A nova pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça, 19, tentou medir o primeiro grande impacto eleitoral do escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o diretor de risco político da AtlasIntel, Yuri Sanches, afirmou que o episódio produziu um “momento de fragilidade” para a pré-campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio registra 34%. No segundo turno, Lula chega a 48,9%, contra 41,8% do senador. Para Sanches, a queda de Flávio está diretamente associada ao desgaste provocado pelo vazamento dos áudios revelados pelo Intercept Brasil. “Esse é o primeiro grande baque que Flávio sofre na candidatura”, afirmou. A pesquisa, no entanto, nasceu cercada por uma controvérsia.

Por que o PL atacou a pesquisa AtlasIntel?

Marcela Rahal questionou Sanches sobre as críticas feitas pelo PL à pesquisa, após o partido entrar com pedido de impugnação do levantamento. Segundo dirigentes bolsonaristas, a pesquisa teria induzido respostas ao reproduzir o áudio envolvendo Flávio e Vorcaro.

Yuri afirmou que a AtlasIntel ainda não havia sido oficialmente notificada, mas garantiu que o procedimento metodológico foi separado do questionário eleitoral justamente para evitar qualquer contaminação dos resultados.

Lula x Flávio: 6 sinais que as pesquisas já indicam sobre duelo

“O respondente responde todo o questionário — aprovação, avaliação do governo, intenção de voto — e submete tudo antes de qualquer contato com o áudio”, explicou.

Continua após a publicidade

Segundo ele, somente após a conclusão da pesquisa eleitoral os participantes eram convidados a ouvir o material em uma interface separada da plataforma. “Ele posiciona o dedo em uma escala e arrasta para a direita ou esquerda conforme gosta ou não do conteúdo, permitindo gravar quais momentos específicos foram mais danosos para o eleitorado. Não existe contaminação na amostra”, afirmou.

O que mais pesou contra Flávio Bolsonaro?

Durante o debate, o colunista Bonin questionou Sanches sobre o que teria provocado maior impacto eleitoral: a percepção de corrupção ou o fato de Flávio ter negado proximidade com Vorcaro antes da divulgação do áudio. “A minha avaliação é que são os dois aspectos”, respondeu Yuri.

Segundo ele, o caso atingiu diretamente a credibilidade pública do senador. “O áudio chamando Daniel Vorcaro de ‘meu irmão’ vai de encontro a posicionamentos prévios de Flávio que negavam envolvimento”, afirmou.

Na avaliação do diretor da AtlasIntel, o episódio ajudou a transformar um escândalo difuso em uma associação pessoal e direta entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro investigado. Ele também afirmou que as explicações dadas até agora pelo senador ainda “não surtiram efeito” sobre o eleitorado.

Continua após a publicidade

Como o escândalo atingiu o eleitor conservador?

Um dos dados destacados por Marcela durante o programa foi o enorme alcance do caso entre os eleitores. Segundo a AtlasIntel, 95% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do escândalo envolvendo o Banco Master.

Além disso, cresceu de 28% para 43% o percentual de eleitores que passaram a associar o caso ao entorno político de Jair Bolsonaro. Para Sanches, parte desse impacto ocorreu porque o episódio foi amplificado dentro do próprio campo conservador.

“Romeu Zema chamou o áudio de ‘tapa na cara’. Isso fez com que o ecossistema conservador ajudasse a propagar o conteúdo”, afirmou. Segundo ele, Flávio perdeu cerca de 10% entre eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022. O levantamento também identificou desgaste entre jovens e evangélicos, segmentos considerados estratégicos para o bolsonarismo.

Flávio ainda consegue recuperar terreno?

Apesar da queda nas pesquisas, Sanches afirmou que ainda existe margem de recuperação para a campanha do senador. Segundo ele, a perda de apoio não se converteu automaticamente em crescimento de Lula.

Continua após a publicidade

“Quando Flávio cai para 41% ou 42% no segundo turno, Lula não ganha esses votos imediatamente”, explicou.

O que cresce, segundo o diretor da AtlasIntel, é o contingente de eleitores indecisos, além de brancos e nulos. Isso indica que a campanha bolsonarista ainda teria espaço para tentar recuperar parte do eleitorado perdido.

Ao mesmo tempo, Yuri alertou que o caso Banco Master possui potencial para permanecer vivo durante toda a disputa presidencial. “Esse episódio tem potencial de ficar gravado na memória do eleitor e será explorado pela campanha de Lula”, afirmou.

Por que a eleição continua sendo um embate de rejeições?

Para Sanches, o episódio reforça uma característica central da eleição de 2026: a disputa deve continuar fortemente baseada em rejeição. “Não basta você ser limpo. Você precisa parecer ser”, afirmou.

Continua após a publicidade

Segundo ele, o eleitor moderado e centrista foi particularmente impactado pela revelação dos áudios. Na avaliação da AtlasIntel, a corrida presidencial segue altamente polarizada entre lulismo e bolsonarismo, mas episódios como o caso Banco Master podem alterar o equilíbrio da disputa ao atingir diretamente a imagem pessoal dos candidatos.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *