Apesar de ter poucas mulheres no primeiro escalão de seu governo e de não ter indicado nenhuma para o STF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira mais representatividade feminina em papeis de destaque na construção civil.

Em sua participação no Encontro Internacional da Indústria da Construção, o petista comentou que a plateia de empresários do setor era majoritariamemte masculina. Usou essa alegação para sustentar a alfinetada.

“Esse negócio de empresário é um pouco machista. Eu quase não estou vendo mulheres. Aqui [no governo] nós temos mais representatividade. Eu espero que nós próximos 10 anos tenha metade de mulheres aí na plateia”, disse Lula aos executivos.

Ele estava acompanhado da ministra Miriam Belchior e das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.

O chefe do Executivo vem adotando o discurso de combate à violência contra a mulher em eventos públicos. Ao abordar o tema, Lula afirmou que a construção de um país mais justo passa também pelo respeito às mulheres e pela responsabilização da sociedade no enfrentamento à violência e à discriminação. Ele pediu aos empresários do setor que ajudem na conscientização dos trabalhadores.



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